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A queda na taxa de juros, tem feito com que muitos investidores considerem a opção da renda variável. Neste momento, contudo, é normal surgirem muitas dúvidas e inseguranças.

Se você está começando a investir e quer entender melhor como funciona a renda variável, optando por investimentos adequados ao seu perfil e objetivos, siga lendo este artigo!

O que é renda variável?

A renda variável compreende todos aqueles ativos que possuem retornos não previsíveis. Ou seja, quando você decide investir, não consegue ter certeza de qual retorno terá ao longo dos anos.

Portanto, a renda variável é justamente o oposto da renda fixa, em que o investidor sabe, de antemão, qual será a taxa de rentabilidade do investimento.

A principal característica da renda variável é a volatilidade dos seus ativos. Pois, eles estão ligados a fatores que costumam oscilar ao longo do tempo, como inflação, taxa de juros, PIB, câmbio, cenário político e econômico nacional e internacional, entre outros.

Isso significa que, como o mercado muda a qualquer instante, ao investir em renda variável você poderá ter grandes ganhos ou grandes perdas. É por isso que entender exatamente como esses ativos funcionam, ter um conhecimento apurado do mercado e uma carteira equilibrada fazem toda a diferença.

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Quais as vantagens e desvantagens de investir em renda variável?

A renda variável conta como principal vantagem o fato de você, com uma estratégia certa, conseguir obter retorno maior que o da renda fixa. Porém, em contrapartida, terá de lidar com riscos mais altos. Isso porque não existe nenhuma garantia de que o bom cenário acontecerá.

Para conseguir lidar com o sobe e desce da Bolsa e as instabilidades do mercado, é importante que você tenha um excelente controle emocional ou contar com a assessoria profissional para investimentos.

Em contrapartida, quando falamos em variedades de ativos, a renda variável conta com inúmeras opções, encontrando alternativas que sejam mais adequadas ao seu perfil de investidor e objetivos.

Assim, podemos resumir como vantagens:

  • maior rentabilidade;
  • melhores oportunidades, permitindo, por exemplo, que você se torne sócio de uma empresa;
  • maior leque de possibilidades, com inúmeras opções de investimentos, sendo mais fácil encontrar a ideal para seu perfil e objetivo;
  • facilidade de investimento, já que tudo é realizado dentro de um sistema online disponibilizado pelas corretoras chamado de Home Broker.

Entre as desvantagens estão:

  • maior exposição aos riscos, não havendo proteção ao seu dinheiro e nem previsibilidade em relação aos retornos;
  • maior complexidade, principalmente necessitando do investidor mais conhecimento sobre o mercado;
  • maior volatilidade, graças às constantes modificações do mercado;
  • custos com tarifas e tributos, como Imposto de Renda, corretagem etc.

Quais os títulos mais populares?

títulos de renda variável

A renda variável vai muito além das ações – e existe uma grande variedade de ativos. Conhecê-los é crucial para uma estratégia adequada de investimentos. Nós separamos alguns dos mais populares para você entender melhor.

1 – Ações

As ações são negociadas na Bolsa de Valores e são as menores parcelas do capital de uma empresa. Quando você compra uma ação, acaba se tornando sócio da companhia e compartilha os lucros obtidos por ela. Essa é a maneira mais tradicional de investir em renda variável.

Você pode lucrar com as ações por meio da distribuição de dividendos (parte do lucro das empresas distribuído aos acionistas) ou por meio da valorização dos papéis, comprando uma ação com um preço mais baixo e vendendo-a por um preço maior em um momento de valorização.

2 – Fundos Imobiliários (FIIs)

Os fundos imobiliários também são alternativas bastante procuradas em renda variável, graças ao perfil do investidor brasileiro, mais acostumado a lidar com o mercado de imóveis.

Um fundo como este reúne investidores interessados em aplicar em conjunto no mercado imobiliário. Esse investimento funciona da seguinte maneira: uma corretora ou gestora de investimentos lança o grupo e reúne as aplicações de cada cliente, formando o patrimônio do grupo.

Quando junta dinheiro de várias pessoas, o gestor dispõe de mais recursos para encontrar os melhores ativos. O mais comum é que esse dinheiro seja usado na construção ou aquisição de imóveis, que são locados ou arrendados – e os ganhos dessas operações são distribuídos entre os participantes, na proporção em que cada um aplicou.

Os FIIs podem ter suas cotas negociadas na Bolsa de Valores. Embora ofereçam rendimentos mais ou menos fixos, suas cotas podem oscilar dependendo das condições do mercado ou da gestão da carteira.

3 – Opções

Uma opção representa o direito de comprar ou vender uma ação ou outro ativo em uma data futura específica e por um preço pré-determinado. Ela funciona como uma espécie de contrato, classificado como derivativo, pois o preço da opção deriva do preço do ativo ao qual ela se refere.

Assim, as opções podem ser entendidas como um contrato de compra e venda que dão ao detentor a possibilidade (mas não a obrigação) de adquirir determinadas ações no futuro com o mesmo preço de hoje.

4 – ETFs

ETF é a sigla para Exchange Traded Funds, ou fundos de índice. São fundos que replicam a composição de índices financeiros e têm suas cotas negociadas na Bolsa. O objetivo é oferecer aos investidores uma alternativa para investir em carteiras praticamente idênticas às principais referências do mercado.

Suas cotas são negociadas da mesma forma que as ações de uma companhia. A diferença é que, ao comprar uma cota, você estará investindo em uma carteira que inclui ações de diferentes companhias.

É possível encontrar, por exemplo, ETFs que replicam índices internacionais, por exemplo o S&P 500 que inclui as 500 principais companhias listadas nas bolsas americanas.

5 – Contratos futuros

Os contratos futuros firmam um compromisso no qual uma parte se compromete a comprar determinado bem a um preço pré-definido, e outra parte se compromete a entregar os itens na data estabelecida.

Alguns dos itens negociados são arrobas de boi gordo, milho, café, dólares e euros. Na negociação, apenas o preço é discutido, pois os contratos têm parâmetros fixos de acordo com os padrões da bolsa brasileira.

6 – Commodities

As commodities são produtos que têm preços padronizados, não havendo diferenciação entre os vendedores. São as mercadorias usadas, geralmente, como matéria-prima, como: petróleo, milho, ouro, soja, boi gordo etc.

O preço dos produtos varia, na bolsa, de acordo com a lei da oferta e da procura. A particularidade é que, no caso das commodities agrícolas, o período de entressafra costuma influenciar, elevando os preços.

7 – Câmbio

São aplicações baseadas em moedas. Uma forma de fazer isso, por exemplo, é por meio dos fundos cambiais, que mantêm, no mínimo, 80% do patrimônio investido em ativos relacionados à moedas.

O principal risco é o fator de flutuação de preço das moedas estrangeiras ou a variação do cupom cambial (taxa de juros em dólares no Brasil).

Ainda é possível investir comprando contratos ou minicontratos futuros de dólar negociados na bolsa brasileira.

8 – Fundos de investimento

Existem inúmeros fundos de investimento em renda variável. O mais comum é o de ações. São carteiras que aplicam, no mínimo, 2/3 do patrimônio em ações negociadas em mercados organizados, como bolsa de valores, ou outros ativos relacionados ao segmento.

Os fundos de ação são formas simples de investir em renda variável, porque o gestor profissional é quem decidirá quais papéis comprar ou vender, visando o máximo ganho para os investidores. Mas é claro que, para isso, você terá de pagar uma taxa de administração e, em alguns casos, de performance.

9 – Criptomoedas

São moedas virtuais não produzidas e nem controladas por nenhum Banco Central. Sua criação ocorre por meio de uma rede descentralizada de pessoas que, em seus servidores, registram as transações realizadas com essas criptos. Todas as transações são protegidas por criptografia e ocorrem em uma rede chamada Blockchain.

O Bitcoin é a mais conhecida, mas existem outras altcoins, como Ethereum, Litecoin, Ripple etc. Para fazer esse investimento, você precisará abrir uma conta em uma corretora específica, chamada Exchange. Também existem os fundos de criptomoedas.

Como funciona a renda variável?

Para começar a investir em renda variável, você precisará, primeiro, vencer o medo de investir. E, depois, escolher uma corretora de valores e habilitar o seu cadastro. Também é possível investir na corretora de valores do seu banco.

A partir de então, você mesmo poderá realizar todas as operações via Home Broker. Para o mercado de ações, por exemplo, é só selecionar em quais empresas deseja investir, informar quantas ações deseja comprar e o preço máximo que está disposto a pagar.

A operação será executada de forma eletrônica e só será preciso garantir que há dinheiro na sua conta para liquidar a operação.

Depois, é possível monitorar sua carteira pelo site da corretora e vender seus ativos quando achar necessário. Além de realizar os ajustes na sua carteira de acordo com seus objetivos e planos de ação.

O mais importante não é tanto a parte operacional, que é simples. Mas, sim, entender o mercado e saber onde e quando investir, montando uma carteira que faça sentido para seu perfil e objetivos.

Como decidir quanto alocar em renda variável?

Definir quanto investir em renda variável é algo bastante pessoal e depende muito do seu perfil e objetivo.

Geralmente, os perfis mais conservadores evitam essas alternativas, justamente pela sua alta volatilidade e incerteza quanto aos retornos.

Se você deseja começar a diversificar sua carteira, certamente contar com alguns ativos de renda variável pode ser importante. O essencial é entender que este não é um mercado de apostas. Para conseguir a lucratividade esperada, é importante estudar e conhecer o mercado.

Quanto mais diversificada for a sua carteira, menor será a sua exposição ao risco, já que os ganhos de um ativo compensam as perdas de outro. Por isso, vale a pena mesclar opções em renda fixa e variável.

Saiba que, quando se trata de investimentos, não existe certo ou errado. Mas, sim, análises e planejamentos que devem ser feitos de acordo com as particularidades de cada investidor.

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