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ETF: descubra como funciona esse fundo de investimento

Se você é um investidor inexperiente ou é um investidor que gosta de formas mais simples de práticas de investimento, a ETF pode ser a sua resposta. 

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Este modelo de investimento é mais simplificado em relação aos fundos de investimento tradicionais e operações com ações, funcionando como uma boa alternativa para aqueles que desejam investir em renda variável.

Assim, este artigo vai explicar melhor o que é o ETF, destacando suas vantagens, tipologias e sua relação com os índices de desempenho. Também veremos em que os ETfs se diferenciam dos fundos e como você pode investir em um ETF de forma prática.

Boa leitura.

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O que é ETF

O ETF,  Exchange Traded Fund é um fundo de índices.

O PIBB – Papéis de Índice Brasil Bovespa, criado desde 2004 é o primeiro ETF do Brasil com o objetivo de estimular a entrada de pequenos investidores. Ele é formado pelas 50 ações mais expressivas da bolsa de valores nacional.

Atualmente, temos novos ETFs no mercado brasileiro referenciados em importantes índices como IGC, Ibovespa, ISE, IDIV, entre outros.

Essa modalidade, no entanto, tem algumas particularidades em relação aos fundos tradicionais. Esse tipo de investimento, por exemplo, é relacionado a um índice de referência (subjacente) que permite que o gestor ajuste a composição do fundo para se aproximar ao máximo do indicador. 

Outra característica do ETF diz respeito às cotas que são negociadas na bolsa de valores como ações. Significa que tal qual as ações, o desempenho do ETF é condicionado ao desempenho dos papéis da sua carteira, bem como pela oferta e demanda nas cotas do mercado.

Tipos de ETF

Existe uma variedade de ETFS em nível global. Podem ser encontrados ETFs de índice de amplos, setoriais, nacionais, internacionais e segmentados. Há ainda ETFs de commodities, renda fixa e de moedas. 

No mercado brasileiro, em específico, os de maior diversidade são os ETFs de renda variável.  O valor de investimento, por sua vez, em qualquer um dos ETFs, vai depender da cota e também do índice. Por isso, é importante conhecê-los.

BOVA11

O Bova 11 é integrado por ações de empresas que somam mais de 80% do volume de negociações na B3. Ele está baseado no Ibovespa e tem uma taxa de administração do fundo de 0.54%, como quantidade mínima de 10 cotas para negociação na bolsa.

BRAX11

Já o Brax11 é baseado no índice Brasil (IBrX 100) e mede o retorno de investimento de uma carteira teórica composta pelas 100 ações mais negociadas na B3. Sua taxa de administração é de 0,20% por ano e ele também adota o lote padrão mínimo de 10 cotas para negociação.

DIVO11

Já o DIVO11 é um ETF baseado no IDIV, o Índice de Dividendos, integrado por empresas que apresentam os maiores pagamentos de dividendo na bolsa de valores nos últimos dois anos.

Sua composição, portanto, é de empresas do setor financeiro, telecomunicações e serviços públicos. Já sua taxa de administração é de 0,50% ao ano.

IVVB11

O ETF IVVB11 é baseado no índice norte-americano S&P 500, com taxa de administração anual de 0,24%.

Ele é composto por ações das maiores empresas americanas, como as big techs Google, Apple, Microsoft e Amazon. Por isso, o ETF busca retornos de investimentos equivalentes à performance do S&P 500 convertido em moeda brasileira.

IMAB11

IMAB11 é composto de títulos públicos indexados à inflação, sendo, desse modo, um ETF composto de renda fixa, do Tesouro Nacional.

A taxa de administração é de 0,25% ao ano e tem uma alíquota única de imposto de renda de 15% sobre o lucro, independente  do prazo de aplicação.

SMAL11

O Smal11 é um ETF que tem taxa de administração de 0,69% ao ano, e também tem investimento padrão de 10 cotas para negociação, podendo ser à vista ou fracionário.

Ele é baseado no índice Small Cap que atua com a média de performance das ações de de companhias menores na bolsa de valores. 

Vantagens em investir em ETF

As vantagens do  ETF respondem às características que se assemelham tanto a fundos de investimentos convencionais como aos ativos negociados na bolsa. Assim, traz alguns benefícios que outros não conseguem oferecer.

Custo

Como vimos, a taxa de administração dos ETFs é bem baixa se comparada com os fundos tradicionais. Isso acontece porque esse tipo de investimento tem uma política passiva que é vinculada à composição de um indicador de mercado subjacente.

Diversificação

Mesmo com um recurso pequeno, o investidor tem a possibilidade de investir em muitos ativos, apenas com a compra de cotas do fundo.

Facilidade de balanceamento

Os investidores de ETF não precisam se preocupar com a atualização da composição de suas carteiras. Isto porque os gestores de ETF têm essa atribuição e realizam os ajustes necessários toda vez que há alteração nos índices de referência dos fundos.

Simplicidade na negociação

A compra e venda de ETFs acontecem de forma bem simples, como a negociação de uma ação individual na bolsa. A performance do ETF é baseada na performance de todas as ações e outros papéis incluídos nele. Assim, torna-se uma operação bem prática para quem não tem tempo ou habilidade para montar uma carteira de ações.

Usos variados

Eles podem ser usados como margem para outras operações no pregão da B3. Atividade que não pode ser realizada em um fundo convencional. Esta versatilidade ainda possibilita que tais fundos sejam usados em operações de empréstimo, por exemplo, o que surge como uma possibilidade de renda extra ao cotista.

ETF x Fundo de ações

Para não restar dúvidas sobre as vantagens do ETF, vamos estabelecer as principais diferenças entre um ETF e um fundo de ação convencional. 

A principal diferença entre os dois tipos de investimento é no modelo de gestão. O ETF costuma ter uma gestão mais passiva em relação ao fundo de investimento convencional, pois o ETF permite que seus cotistas acompanhem o retorno dos indicadores.

Já no fundo de ação, o gestor tem uma gestão ativa, buscando as oportunidades para obter o melhor retorno acima do nível de referência.

Outra diferença na gestão de ETF e fundo de ação reside no investimento em si. Enquanto os fundos tradicionais são comprados diretamente nas corretoras de valores e bancos, os ETFs são negociados, como vimos, no pregão da bolsa de valores.

Já o acompanhamento do desempenho das carteiras também se dá de modo diferente. A rentabilidade dos fundos de ações deve ser informada pelos administradores à  Associação das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No caso dos ETFs, o valor das cotas pode ser consultado em tempo real, nas divulgações na bolsa de valores.

Como começar a investir em ETFs

O investimento em ETFs requer algumas orientações. Ainda mais para quem pretende enveredar no mercado de investimentos pela primeira vez. 

Como a negociação acontece na bolsa de valores, é preciso ter a intermediação de uma corretora. 

Ao abrir a conta, o cotista vai fornecer documentos pessoais, CPF e RG para abertura do processo. Com a conta aberta basta transferir os recursos.

A seleção dos ETFs, por sua vez, precisa considerar o perfil do investidor, a renda disponível, a disposição para aplicação a longo prazo, entre outras possibilidades. Outro ponto é conhecer bem os tipos de indicadores nos quais se baseiam os ETFs. Corretoras e casas de análise fornecem relatórios que atuam como fonte de informação aos investidores.

Já no quesito de custo de investimento, vimos que a taxa de administração é bem baixa e ela se reúne a outras duas taxas, como veremos a seguir:

  • Taxa de administração: taxa anual que depende da corretora e do índice de referência. 
  • Taxa de corretagem: esse custo pode existir em algumas corretoras. Elas cobram uma taxa de corretagem referente à intermediação das operações. 
  • Taxa de emolumentos: é a taxa cobrada pela B3  pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia a cada operação realizada.

Além dessas tarifas, o ETF ainda está sujeito à incidência do imposto de renda com uma alíquota semelhante às do mercado de ações, 15% sobre os ganhos.

Vimos, neste material, que os ETFs são tipos de fundos de investimentos que são negociados na bolsa de valores, o que apresenta algumas vantagens em relação ao fundo tradicional. O modelo de gestão da ETF dá mais tranquilidade ao cotista que não precisa se ocupar, por exemplo, das atualizações da carteira.

Apesar de apresentar custos de corretagem, administração e tarifas com a B3, ele é um investimento bem mais em conta que os outros fundos e apresenta uma grande variedade de ETFs que são baseadas em índices de desempenho diversos. 

A rentabilidade, por sua vez, vai depender do índice no qual o ETF é baseado.

Esse conteúdo foi útil? Aproveite e Fale com um agente de investimentos para entender melhor como funciona um ETF e como você pode iniciar seus investimentos com pouco capital. 

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Se você é um investidor inexperiente ou é um investidor que gosta de formas mais simples de práticas de investimento, a ETF pode ser a sua resposta. 
Flávio Lemos
Trader Brasil
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