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Covid-19, crise econômica, crise política, vacinação… Enfim, são inúmeras variáveis que fazem com que 2021 seja um ano difícil para a população. Depois de passarmos por um 2020 complicado, com muita gente perdendo emprego ou fechando seus negócios, muitos perceberam que é hora de investir. Mas, você sabe onde investir em 2021?

Entender o cenário macro e microeconômico é fundamental para fazer essa análise. Porém, além desses pontos, é claro, você sempre deve considerar seu perfil de investidor e seus objetivos no curto, médio e longo prazo.

Ou seja, apesar de todas as dicas que vamos dar sobre onde investir em 2021, é importante avaliar se essas alternativas estão de acordo com a sua tolerância a risco e suas metas financeiras. Quer começar a investir neste ano, mas está um pouco perdido? A gente te ajuda!

Por que começar a investir em 2021?

O ano de 2020 foi um período importante de aprendizado para os investidores. Mesmo com um cenário mundial inesperado, a maioria teve sangue frio para fazer o que precisa ser feito em momentos de baixa, não se desfazer de suas posições.

No final do ano passado, víamos um otimismo crescente, especialmente com a possibilidade de vacinação e de queda nos números de contaminações pela covid-19. Infelizmente, ainda que a vacinação seja uma realidade, a ineficiência da gestão pública e uma segunda onda trouxeram ainda mais insegurança no país, com fechamentos e restrições ainda mais pesadas em diversas cidades.

Diante disso, algumas medidas foram tomadas. Em 17 de março deste ano, o Copom decidiu subir a taxa Selic de 2% para 2,75%, a primeira alta em seis anos. Essa medida foi tomada, sobretudo, para tentar conter a inflação.

Esse é um ponto importante, já que a taxa tem relação com a remuneração de vários investimentos, como os títulos do Tesouro Direto, a poupança e outras aplicações em renda fixa.

Além disso, com este primeiro aumento da taxa Selic, o Banco Central ratifica seu comprometimento com as metas inflacionárias.

Outro ponto que favorece essa questão é o caminho estimado para a taxa Selic neste ano, com projeção esperada para 4,5% até o fim de 2021.

Todos esses pontos indicam uma expectativa de que o Real volte a se valorizar frente ao Dólar e também uma diminuição do risco país.

Mas o que tudo isso significa?

Que apesar de estarmos enfrentando um momento duro na pandemia, a expectativa do mercado como um todo é que o Brasil consiga se recuperar – e, com isso, 2021 passa a se tornar um bom ano para fazer investimentos, desde que, claro, eles sejam pensados estrategicamente.

Com as turbulências de 2020, muitos já notaram que os investimentos são alternativas interessantes para manter o capital e se proteger contra a inflação, as crises e outros pontos que podem afetar a nossa rentabilidade.

Onde investir em 2021?

Ufa! Depois de tantas informações, já deu para notar que há alguns pontos “animadores” na previsão para este ano, não é? Então vamos às dicas de onde investir em 2021!

Renda fixa e crédito privado

Para quem tem um perfil mais conservador ou deseja criar uma reserva de emergência, a renda fixa ainda é a escolha mais interessante. Nesses investimentos, o que acontece, basicamente, é que você passa a emprestar dinheiro para financiar governos, bancos ou algumas empresas e, em troca, recebe os juros como remuneração.

Esses investimentos são chamados de renda fixa porque a remuneração é definida no momento do investimento, então você tem uma ideia de quanto receberá ao fim do prazo, trazendo uma exposição menor ao risco.

Em 2020, muitos investidores de renda fixa se viram frustrados com a Selic mais baixa, especialmente no caso daqueles investimentos com um período mais curto. Apesar da recuperação gradual da Selic, o cenário ainda é mais oportuno para aplicações em títulos mais longos atrelados ao IPCA (o indicador oficial da inflação), com prazo superior a 5 anos.

Uma boa opção é o Tesouro IPCA+ que oferece proteção contra aumento dos preços. Porém, essa alternativa não é interessante para reserva de emergência – e sim objetivos no longo prazo, como aposentadoria.

Além do Tesouro, outros títulos interessantes atrelados ao IPCA são: debêntures incentivadas, certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs).

Fundos imobiliários

Os fundos, normalmente, são a porta de entrada para o investimento em renda variável. Esses fundos são negociados em Bolsa e contam com a ação de um gestor, que fará a escolha dos ativos considerando o máximo rendimento possível, por isso são mais simples de operar.

Um grande potencial para 2021 são os Fundos Imobiliários (FIIs). Esses fundos tornam possível a qualquer pessoa ter participação em grandes investimentos e é ideal para quem deseja receber uma renda periódica, já que os FIIs costumam distribuir mensalmente dividendos oriundos dos aluguéis, isentos de imposto de renda.

Essas são opções interessantes para investidores mais conservadores que querem se aproveitar das taxas de juros mais baixas e começar a tomar algum risco, uma vez que os FIIs são menos voláteis que as ações, porém remuneram melhor que os ativos de renda fixa.

Se você focar em montar sua carteira em FIIs mais líquidos, negociados na B3, consegue vendê-los mais rapidamente quando decidir, aumentando a liquidez.

Alguns fundos imobiliários recomendados para 2021 são:

  • BTG Pactual Logística, com 12 imóveis em 4 estados brasileiros. O fundo apresentou dividend yeld de 0,51% e alta de 5% na Bolsa em fevereiro deste ano;
  • Vince Logística, do segmento de galpões, que pode ser uma boa aposta, principalmente com o avanço do e-commerce. Em fevereiro de 2021, o fundo teve ganhos de 2,6%. No ano, contudo, o fundo teve queda de 0,6%, rentabilidade que considera o reinvestimento dos dividendos;
  • CSHG Renda Urbana, fundo híbrido do Credit Suisse, com ativos de varejo e educacionais. A vantagem do fundo é seu portfólio com ativos resilientes e inquilinos com boa qualidade de crédito, como Lojas Pernambucanas, Lojas Big etc.

Onde investir em 2021? Ações!

Se você deseja começar a investir em renda variável, ou já atua com elas, também separamos algumas sugestões interessantes de ações para 2021. Separamos papéis de setores variados que se encontram em boa situação para aumentar seus lucros.

Vale (VALE3)

A Vale está no topo das recomendações dos especialistas desde o ano passado e é a empresa favorita dos analistas da Bolsa. A recomendação ocorre devido aos preços mais altos de minério de ferro e às perspectivas positivas para o mercado, principalmente depois dos resultados mais fortes que o esperado do quarto trimestre de 2020.

Dessa forma, no acumulado, o lucro registrado pela empresa foi de 4,9 bilhões de dólares. Resultado de preços acima do esperado e da forte geração de caixa operacional.

B3 (B3SA3)

O preço dos papéis da B3 é um dos atrativos. Isso pois os volumes permanecem fortes, na casa dos 37 bilhões no trimestre, com revisões para cima dos lucros no horizonte.

Se considerarmos os números de 2020, a situação é ainda mais animadora, porque esse se tornou o ano de maior volume financeiro no mercado de capitais desde 2010, ultrapassando os 89,6 bilhões de reais. Além de haver novos produtos para serem lançados em 2021 e modificações positivas.

Suzano (SUZB3)

A escolha se deve graças à liderança da companhia no setor de celulose que deve ter um bom desempenho devido à alta dos preços. Além disso, em 2020, a empresa apresentou resultados sólidos, apesar do cenário desafiador, mostrando que está preparada para colher bons frutos com a retomada do setor.

Depois de todas essas dicas, você já sabe onde investir em 2021? Aproveite e veja nossas dicas imperdíveis para aprender a investir na Bolsa de Valores!