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Medo, tenho medo, muito medo
Quando vem a vida e obriga a gente a se decidir.” [Toquinho].

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Onde Investir em novembro 2019

Aqui é o Flávio Lemos, sócio da Trader Brasil Investimentos, assessor de investimentos da XP Investimentos.

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Todo mundo falando em bolsa de valores, a renda fixa não paga mais o mesmo rendimento do passado, o ano de 2019 está perto do fim e você ainda não está sem uma boa estratégia de investimento em ações.

Dá tempo de ganhar dinheiro na bolsa de valores neste ano ainda?

Lógico que sim. A porta continua aberta para você investidor.

A economia brasileira está melhorando lentamente. A criação de novos empregos atingiu o seu maior nível desde 2013 e a indústria teve a sua melhor performance em agosto deste ano desde 2014. A recuperação econômica ainda está concentrada no estado de São Paulo e está sendo impulsionada principalmente pelos setores de serviços e agricultura. Apesar dos indicadores econômicos estarem crescendo de maneira tímida, a tendência é positiva, o que é uma ótima notícia se compararmos com a tendência de desaceleração da economia mundial.

Você quer vencer o medo de investir em ações? Leia este artigo

“Se você escolhe não decidir, você já tomou uma decisão.”

Sua cara metade também participa do seu processo de investimento!? Se não, deveria! Família que investe unida potencializa os retornos e no final das contas não tem mimi de você fez aquilo sem me consultar. Decisão de bom senso tomada em conjunto!

Diante de um cenário de taxa Selic a 5% ao ano, mínima histórica (o CDI rendeu +0,46% no mês e vai cair mais, projetamos em 4,5% em dezembro 2019) , o que exige do investidor uma maior movimentação em direção ao risco para encontrar melhores rentabilidades, o brasileiro tem se mostrado mais arrojado em suas aplicações financeiras.

Ibovespa (107.222 pontos alta +2,4% no mês) de  já subiu mais de +20% este ano e aproxima-se dos 110 mil pontos.

Nossa previsão feita em janeiro de 2019  é de que o índice chegaria aos 120 mil pontos em janeiro de 2020 – retorno potencial de +10% ( cerca de 2 vezes CDI anual). Reflexo do cenário de juros baixos, com expectativa de leve redução até o final de 2019, que estimula as pessoas a tomarem mais protagonismo frente às suas aplicações.

Setores da bolsa beneficiados com a queda dos juros

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Análise Técnica dos Mercados Financeiros

Tirando setores que passam por ruptura tecnológica ou abertura de competição (Ex: Cielo), os resultados das empresas voltadas para economias doméstica estão bastante positivos (Exemplos: Raia +92% , Multiplan +21% e Magazine Luiza +98%). As construtoras já subiram demais já este ano veja só a JHSF3 (+146%) , a TRIS3 (+200%)  e a TEND3 (+54%) por exemplo.

Nossa análise de sensibilidade do impacto no preço-alvo para cada corte de 0,50% na Selic sugere que os setores mais beneficiados, por ordem de grandeza, são:

(1) Locação de veículos, que inclui Localiza, Unidas e Movida (incremento médio de +10%);

(2) Shoppings, que engloba Iguatemi, Multiplan e brMalls (impacto de aproximadamente +6,5%);

(3) Elétricas, com destaque para  Copel, AES Tietê, Equatorial e Cemig (aumento entre +3% a +6%);

(4) Varejo, em especial Lojas Americanas, B2W, Via Varejo e Magalu (incremento entre +3% a +4%).

Por outro lado, vemos impacto reduzido para os setores de mineração e siderurgia, papel e celulose e alimentos e bebidas.

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Entrando dinheiro nos Fundos de ações e multimercados

Nos últimos três meses, o destaque ficou com os fundos de ações, com R$ 22,9 bilhões captados, ante resgate líquido de R$ 1,7 bilhão no mesmo trimestre do ano anterior. A alta também foi vista nos multimercados, que tiveram captação de R$ 22,9 bilhões, ante R$ 8,6 bilhões anteriormente.

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Saindo dinheiro nos Fundos de renda fixa

O que temos observado no cenário doméstico é uma mudança estrutural muito forte da taxa de juros e ainda não conseguimos enxergar todos os impactos que isso terá no Brasil.

O Juro baixo veio para ficar.

Com a Selic caminhando para fechar o ano em 4,5% e podendo cair mais em 2020, com isso uma quantidade muito grande vai continuar saindo da renda fixa, CDI e produtos relacionados com destino nas ações e multimercados.

Os fundos de renda fixa, encerraram os últimos três meses no vermelho, com resgates da ordem de R$ 1 bilhão.

O recente corte da taxa Selic, para 5,0% ao ano, e os indicativos de mais reduções pela frente parecem levar o investidor que está frustrado com os juros baixos na renda fixa ao mercado de ações, que ganhou um alento adicional.

Cadê o gringo? O investidor estrangeiro está vindo aos poucos.

Qualquer governo fica feliz com a bolsa subindo. Significa que tem investidores acreditando no país.

No Brasil, vemos sinais de que o investidor estrangeiro começa uma tímida alocação nos ativos do país.

O Real (BRL) aprecia frente ao dólar e as “blue chips” líquidas (PETROBRAS E BANCOS) sobem na bolsa. A queda do dólar neste mês (-4%), aliada ao Ibovespa subindo, é reflexo dos ‘gringos’ entrando para comprar bolsa e participar dos leilões que ocorrerão neste mês.

Recentemente, a BlackRock, maior gestora global de ativos, com US$ 6,52 trilhões, identificou um fluxo positivo para o fundo de índice (ETF) ligado ao Brasil e administrado pela casa, o iShares MSCI Brazil, ou EWZ.

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O Brasil pode ter seu peso aumentado nas alocações internacionais no efeito comparativo, porque o restante dos emergentes está pior e sem a mesma perspectiva de melhora. Você não vê nenhum emergente tradicional, como México, Rússia e Turquia, com fundamentos tão bons quanto os do Brasil. O Chile está economicamente melhor em indicadores, mas há grande instabilidade social lá, além de ser um mercado menor.

Fundos de Previdência

Aplicações em renda variável aumentando em previdência, mas ainda muito longo do ideal. No total os planos somam quase R$1tri e em geral em produtos de má qualidade. Com juros nesse nível tem fluxo para bolsa de todos os lados. Quem ficar esperando o gringo, vai dormir no ponto.

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A cultura do investidor brasileiro de olhar o rendimento de sua carteira em % do CDI vai ter de mudar.

Não dá mais para você depender só da renda fixa.

Com o nível baixo das taxas de juros da renda fixa, quem nunca assumiu riscos investindo cada vez está mais do que na hora de diversificar seus investimentos para conseguir uma aposentadoria futura tranquila adequada ao seu perfil de risco.

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Você vai esperar até qual idade para garantir seu futuro tranquilo?

curso-trader-completoOutro vetor relevante na tese de investimento é a retomada da atividade e os primeiros movimentos de revisão para cima nas projeções de crescimento.

Juro para baixo com revisão de crescimento para cima, puxa a receita e o lucro das empresas para cima também.

E isso dentro de um valuation de bolsa ainda confortável. A renda variável ainda tem um espaço legal para andar.

Com esse cenário, acreditamos que a bolsa de valores apresenta a melhor oportunidade de investimento. Se o crescimento for maior do que o esperado pelo mercado, o lucro das empresas também deverá crescer acima do que o mercado espera atualmente.

Adicionalmente, a bolsa se beneficia diretamente da queda nas taxas de juros, ao aumentar o valor presente desses lucros crescentes no tempo.

Dólar – Câmbio e Ouro

Por fim, o dólar teve um desempenho fraco, se desvalorizando CERCA DE 4% no acumulado mensal, enquanto o euro perdeu 1,9%.

Até o ouro, que tinha sido a grande estrela de agosto, se desvalorizou 2,45% agora, com a aversão ao risco diminuindo no mundo.

Há espaço para termos crescimento econômico sem inflação.

ancord-360A queda de juros tirou a atratividade das operações de arbitragem de taxa de juros (carry trade). Não tem mais o “hot money” ou “smart money” que vinha ganhar uma Selic de 14,25%. O cenário de juro baixo também tem estimulado as empresas a trocar dívida externa por local.

Há grupo de estrangeiros que parece observar o país com bons olhos, acompanhando os leilões de infraestrutura, de petróleo em novembro e participando das aberturas de capitais e demais operações de emissões de ações.

Tem demanda de estrangeiro, mas parece ser de um cara mais estável que o fast money. Algo muito mais interessante para o médio e longo prazos

Juros e RENDA FIXA

No campo da renda fixa, acreditamos que as taxas de juros sigam caindo.

As taxas de juros curtas, dependem mais da ação do Banco Central. Já as taxas de juros longas, dependem primordialmente da capacidade do Tesouro Nacional de honrar a sua dívida.

Embora ainda haja espaço para quedas de juros na parte curta da curva, acreditamos que a maior parcela dos ganhos venha na parte longa. Na medida em que a economia vá retomando o crescimento, a arrecadação de impostos deve reagir e ajudar na melhora do equilíbrio fiscal. Adicionalmente, várias medidas como as reformas, pagamentos do BNDES ao Tesouro, redução drástica da taxa de juros implícita da dívida pública, privatizações, cessão onerosa, deverão progressivamente impactar de forma positiva a evolução da trajetória da dívida pública.

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Mapeando os riscos

Começamos com a avaliação do cenário externo, pois é ele que nos abre o cardápio de investimentos como um todo.

A diminuição dos juros, que está sendo feita pelo Federal Reserve (Fed), banco central americano, Banco Central Europeu e por BCs emergentes, ajuda muito o Brasil.

E esse movimento está sendo feito dentro um cenário que não é de crise, no qual não se enxerga uma recessão global. A desaceleração em marcha se configura como um processo suave.

Os riscos ao cenário estão na guerra comercial, já que a disputa entre EUA e China é pela hegemonia mundial, tendo haver com tecnologia e segurança nacional e não apenas por questões comerciais. Então isto vai persistir alguns anos.

Assim, teremos ciclos de estresse na relação entre os dois países e períodos de alívio como o que aconteceu no fim de outubro: a China vai comprar mais produtos agrícolas, aviões e permitir que estrangeiros comprem empresas chinesas e os EUA vão adiar as tarifas até dezembro. Por ora, parece que estamos em um desses momentos de menor tensão com o avanço das negociações nas últimas semanas.

Ainda nos EUA, as eleições também são um vetor de risco a ser monitorado.

Presidente concorre a eleição, desemprego muito baixo com a economia crescendo faz com que a chance de sua reeleição seja muito alta por isso tem de afastar de vez qualquer risco de recessão econômica.

A disputa promete ser bastante polarizada, e uma candidatura democrata antimercado pode trazer volatilidade maior. Mas ainda parece cedo para isso ter alguma influência sobre os preços, acreditamos que no fim do primeiro trimestre de 2020, este tema deverá ser dominante.

Quanto ao processo de impeachment de Trump, passa na Câmara, mas será absolvido no Senado onde o partido Republicano tem maioria.

Por aqui, a coisa desanda se o crescimento for menor que o antecipado e se questões políticas acabarem impedindo o avanço da agenda de reformas.

Indicadores financeiros 30-out-2019 Resumo

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Cordial Abraço,

Flávio Lemos, CFP, ANCORD, PQO

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