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Fundo de Renda Fixa é tudo igual?

FUNDOS DE RENDA FIXA 2

De acordo com a CVM, o Fundo de Renda Fixa deve ter pelo menos 80% do patrimônio em investimentos em renda fixa, como os títulos do Tesouro Direto.

Além dos títulos públicos, esta categoria de gestão também agrega ativos de instituições privadas, como CBDs e LCI/LCA. Então, a rentabilidade depende do comportamento destas aplicações no tempo.

Os demais 20% podem ser alocados em derivativos, como as opções. Desta forma, o gestor pode fazer alavancagem.

Vantagens

As principais vantagens de se investir em Fundos de Renda Fixa são a gestão profissional dos ativos; uma carteira diversificada de ativos; além de uma boa liquidez e o fato de que, com um baixo investimento, se é possível alcançar uma boa rentabilidade.

Desvantagens desse tipo de investimento

Em contrapartida, os principais pontos negativos desses ativos é a cobrança de uma taxa de administração que, se for alta, pode correr de maneira significativa a rentabilidade da aplicação.

Para investidores que procuram segurança, comodidade e baixos riscos, esses ativos se demonstram uma boa alternativa, com rentabilidades interessantes e com a conveniência de se possuir uma gestão de qualidade em sua administração.

Contudo, é sempre importante procurar saber muito bem e de antemão as principais características que existem por detrás do Fundo de Renda Fixa a que se tem interesse, de modo que surpresas desagradáveis possam ser evitadas no decorrer do tempo.

Comparativo dos Fundos até 27/7/2018

FUNDOS DE RENDA FIXA 2
Dá para notar que nos diversos fundos acima, a rentabilidade e o risco variam mesmo sendo todos fundos de Renda Fixa. Se quiser saber quais são os fundos e como escolhê-los clique aqui.

Classificação dos Fundo de Renda Fixa

A classificação dos fundos de renda fixa reflete os fatores chave do processo de decisão de investimento nessa classe de ativo:

  1.  a opção por um tipo de gestão, que pode ser ativa ou indexada (passiva);
  2.  o risco de mercado que o investidor suporta e que, no caso do investimento em renda fixa, está diretamente ligado à duration das carteiras;
  3.  o risco de crédito que o investidor quer correr

Existem, basicamente, 7 tipos desse tipo de ativos, diferenciados conforme destacado abaixo:

  • Fundos de Renda Fixa Simples: possui mínimo de 95% do Patrimônio Líquido em títulos de renda fixa;
  • Fundos de Renda Fixa Indexados: objetiva seguir as variações de indicadores de referência do mercado de renda fixa, como inflação, por exemplo;
  • Fundos de Renda Fixa Investimentos no Exterior: possui mínimo de 40% do Patrimônio Líquido em ativos no exterior ou 80% em dívida externa;
  • Os outros quatro tipos desse tipo de fundo são diretamente relacionados à duração do ativo, ou seja, em quanto tempo os gestores receberão seus investimentos de volta e, assim, são subdivididos em: Duração baixa (short duration); Duração média (mid duration); Duração alta, ou livre (long duration);

    Os Fundos de Renda Fixa são classificados em:

classificação anbima de renda fixa
Classificação Anbima de Fundos de Renda Fixa

Simples

Este fundo é composto por 95% em Tesouro Direto e também em títulos privado com baixo risco de crédito. Tendo como objetivo baixo custos e alta segurança.

O investimento foi desenvolvido pensando em atender a todos os públicos, principalmente pequenos investidores e iniciantes no mercado.

Fundo de renda fixa ou tesouro direto é uma dúvida bastante comum. O ideal é avaliar de acordo com suas necessidades, objetivos e prazos.

Curto Prazo

Como o nome sugere, é um fundo voltado para o curto prazo. A carteira deve ter aplicações com prazo máximo de 60 dias e o tempo total dele é de até 375 dias.

Neste caso, os ativos devem ser majoritariamente títulos públicos ou privados com baixo risco de crédito. O objetivo é alta rentabilidade e segurança em tempo de investimento mais curto.

Longo Prazo

O fundo de longo prazo tem carteira com vencimento acima de 365 dias e ele pode ser composto por maior variedade de ativos em renda fixa.

Isso permite também que os títulos privados sejam de instituições com maior risco de crédito. Costuma ter rentabilidade superior ao Fundo de Curto Prazo.

Referenciado

Este tipo de Fundo de Renda Fixa possui um índice econômico como referência de rentabilidade. Então, o gestor faz a alocação de cerca de 95% do patrimônio em títulos atrelados a este referencial.

Crédito Privado

Este fundo deve possuir no mínimo 50% em títulos privados, como CDBs e debêntures, e o restante em títulos públicos e derivativos. Por conta desta composição, o risco de investimento é maior, assim como seu retorno a médio e longo prazo.

Soberano:

Fundos que investem 100% (cem por cento) em títulos públicos federais do Brasil.

Grau de Investimento:

Fundos que investem no mínimo 80% (oitenta por cento) da carteira em títulos públicos federais, ativos com baixo risco de crédito do mercado doméstico ou externo, ou sintetizados via derivativos, com registro das câmaras de compensação.

Crédito Livre:

Fundos que objetivam buscar retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa, podendo manter mais de 20% (vinte por cento) da sua carteira em   títulos de médio e alto risco de crédito do mercado doméstico ou externo.

Dívida Externa

Este fundo investe mais de 80% do seu patrimônio em títulos da dívida externa da União. A CVM não permite que o gestor faça alocação de ativos do país.

Duração

Os outros quatro tipos desse tipo de fundo são diretamente relacionados à duração do ativo, ou seja, em quanto tempo os gestores receberão seus investimentos de volta e, assim, são subdivididos em:

i. Duração Baixa (Short duration): Fundos que objetivam buscar retornos investindo em ativos de renda fixa com duration média ponderada da carteira inferior a 21 dias úteis. Estes fundos buscam minimizar a oscilação nos retornos promovida por alterações nas taxas de juros futuros. Estão nesta categoria também os fundos que buscam retorno investindo em ativos de renda fixa remunerados à taxa flutuante em CDI ou Selic. Fundos que possuírem ativos no exterior deverão realizar o hedge cambial da parcela investida no exterior. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, etc.).

ii. Duração Média (Mid duration): Fundos que objetivam buscar retornos investindo em ativos de renda fixa com duration média ponderada da carteira inferior ou igual à apurada no IRF-M do último dia útil de junho. Estes fundos buscam limitar oscilação nos retornos decorrentes das alterações nas taxas de juros futuros. Fundos que possuírem ativos no exterior deverão realizar o hedge cambial da parcela investida no exterior. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, etc.).

iii. Duração Alta (Long duration): Fundos que objetivam buscar retornos investindo em ativos de renda fixa com duration média ponderada da carteira igual ou superior à apurada no IMA-GERAL do último dia útil de junho. Estes fundos estão sujeitos a maior oscilação nos retornos promovida por alterações nas taxas de juros futuros. Fundos que possuírem ativos no exterior deverão realizar o hedge cambial da parcela investida no exterior. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de moeda estrangeira ou de renda variável (ações, etc.).

iv. Duração Livre: Fundos que objetivam buscar retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa, sem compromisso de manter limites mínimo ou máximo para a duration média ponderada da carteira. O hedge cambial da parcela de ativos no exterior é facultativo ao gestor.

Generalizando, o Fundo de Investimento em Renda Fixa é indicado para investidores conservadores e moderados, principalmente aqueles que buscam uma carteira diversificada.

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Fundo de Renda Fixa é tudo igual?
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Fundo de Renda Fixa é tudo igual?
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De acordo com a CVM, o Fundo de Renda Fixa deve ter pelo menos 80% do patrimônio em investimentos em renda fixa, como os títulos do Tesouro Direto.Além dos títulos públicos, esta categoria de gestão também agrega ativos de instituições privadas, como CBDs e LCI/LCA. Então, a rentabilidade depende do comportamento destas aplicações no tempo.
Flávio Lemos
Trader Brasil
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