Mude sua vida hoje. Não aposte no futuro, aja agora, sem demora.
Simone de Beauvoir
Onde investir em dezembro 2024: O dia da Marmota
A Marmota Fiscal Brasileira: Uma Análise do Cenário Econômico
O Brasil parece ter entrado em um ciclo vicioso de promessas e decepções fiscais.
A cada novo governo -de qualquer partido- a mesma história: a necessidade de ajustes nas contas públicas é reconhecida, medidas são propostas, mas a execução e o impacto prático acabam sendo insuficientes para tranquilizar os mercados e colocar a economia em um caminho sustentável. O mercado reage de maneira negativa, o governo sinaliza por mais ajustes, que são estudados e, quando anunciados, ficam aquém do necessário para colocar o país na rota da sustentabilidade fiscal.
O que esperar para o futuro?
- Contenção Fiscal:Se deputados e senadores estiverem satisfeitos com o dólar a R$ 6 e juros futuros projetando 15%, não é preciso fazer nada.Basta tirar férias em dezembro e deixar o Brasil se ferrar.
Mas se quiserem ajudar o País a limpar a lambança feita pelo Governo na semana passada, o melhor caminho é abraçar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que traz cortes de gastos efetivos e ataca alguns dos maiores desequilíbrios estruturais das finanças públicas.
As medidas propostas pelo governo para conter os gastos devem ser aprovadas ainda este ano, mas os cortes propostos, embora importantes, não são suficientes para garantir o cumprimento do Arcabouço Fiscal a longo prazo.
- Cenário Internacional:
Nos EUA, Donald Trump foi eleito presidente com uma vitória convincente de sua campanha e do Partido Republicano, que conquistou a maioria no Congresso.
A economia global apresenta sinais de estabilização, com a China mostrando sinais de recuperação e os Estados Unidos vivenciando um ciclo de diminuição de taxas de juros.
No entanto, a política econômica de Trump e as incertezas em relação à política fiscal americana podem gerar volatilidade nos mercados financeiros . Estamos na sazonalidade positiva do ano para ativos de risco, o que tem ajudado a dar sustentação à bolsa dos EUA e ativos de risco em geral, como Crypto.
juros americanos apresentam um fechamento de taxas, que também acabam ajudando os ativos de renda fixa.
O mercado ficará atento aos dados econômicos, mas uma mudança de tendência deveria esperar até mudanças mais radicais de cenário, apenas após janeiro.
A postura mais agressiva de Trump com os seus parceiros comerciais é um ponto de atenção, mas julgo que será uma forma de negociação, trazendo volatilidade de curto-prazo, mas que pode acabar trazendo menos ruptura do que muitos acreditavam.
Trump prometeu medidas que podem alimentar a alta do dólar, da inflação e dos juros, como tarifar produtos importados. Ainda, ele deseja diminuir os impostos e a regulamentação para as empresas americanas, o que pode ajudar a bolsa dos EUA.
- Ativos Locais: No Brasil, pelo lado micro, a temporada de resultados do 3T24 foi positiva. Atualmente, os ativos locais apresentam um prêmio de risco elevado, refletindo as preocupações com a situação fiscal do país. Uma mudança de tendência só deve ocorrer com a implementação de medidas mais incisivas e com sinais claros de compromisso com a sustentabilidade da dívida pública. Historicamente, as ações brasileiras não têm um bom desempenho durante ciclos de aumento das taxas de juros como parece ser o caso.
O que isso significa para os investidores?
O cenário atual é desafiador e exige cautela por parte dos investidores. A volatilidade deve permanecer elevada nos próximos meses, e as oportunidades de investimento podem ser limitadas. É fundamental acompanhar de perto as notícias sobre a política econômica brasileira e internacional, além de buscar o auxílio de profissionais especializados para tomar decisões de investimento.
Quem investiu ao dólar a R$5 no início do ano viu seus Reais se valorizarem 23% com a moeda (dólar)… e se foi visionário e estrategista de ser sócio empresas como JP Morgan, Google, Coca-Cola ou NVDA investindo na bolsa americana… no S&P500, acumulou mais outros 27%! …
A diversificação internacional é uma realidade necessária para quem mora no Brasil . Caro não é o dólar… o que custa caro é você não tomar iniciativa, quando estava R$3, R$4, R$5,00
Por falar em diversificação, o bitcoin foi, com folga, o ativo que mais rendeu no mês de novembro.O gatilho para o rali das criptomoedas foi acionado no começo do novembro pela vitória de Donald Trump na corrida presidencial dos Estados Unidos.
O mercado digital, uma vez dominado por entusiastas do mundo da Tecnologia da Informação (TI) e pequenos investidores, agora é coabitado por gigantes como a BlackRock, bancos mundiais e, com possibilidades do gigantesco Tesouro americano tambem participar no futuro.
Conclusão
O Brasil parece estar preso em uma espécie de “dia da marmota” fiscal, no qual as mesmas discussões e desafios se repetem a cada novo governo. Para romper esse ciclo vicioso, é necessário um esforço conjunto do governo, do Congresso e da sociedade para implementar reformas estruturais que promovam a sustentabilidade fiscal e o crescimento econômico a longo prazo.





