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Sempre digo que envelhecer é uma certeza, mas envelhecer bem é uma escolha. Afinal, carrego comigo a ideia de morrer jovem o mais tarde possível. Abílio Diniz

Onde investir em março 2024: com Inteligência Humana

Prezado leitor

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Charlie Munger, sócio de Buffett,  -falecido aos ano passado aos 99 anos, uma vez disse que “Nunca, jamais conte a ninguém sobre seus problemas, 90% das pessoas realmente não se importam. Os outros 10% estão felizes por você tê-los.”

Bem para a indiferença da maioria dos 90% e o azar dos 10%, estou me recuperando bem de uma cirurgia.

novo livro!

Mas tenho certeza voce-meu leitor assiduo, vai me desejar ficar bom logo para voltar a escrever!

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The Economist: O último indicador contrário.

Deixando de papo furado , a Revista The Economist publicou a capa abaixo no ultimo dia de fevereiro de 2024.

A reportagem com manchetes como “Quanto mais o mercado pode subir?”, “Uma era de ouro para os mercados de ações está chegando ao fim”, “Os preços das ações podem estar subindo, mas é improvável que mesmo a IA impulsione uma repetição do desempenho da última década”

Parece uma capa de baixa porém alguém com um faro crítico mais aguçado iria perceber o contrário:

Um touro flutuando com balões que podem estourar a qualquer momento. Podemos colocar nomes nesses balões: NVDIA,AMAZON,MICROSOFT,AMD.

A matéria insinua que a Inteligência Artificial está provocando uma bolha de mercado. Há uma incredulidade da revista sobre a permanência da tendência de alta dos mercados americanos com novas máximas.

Embora a manchete faça uma pergunta, vejo isso como linguagem e imagens inequivocamente otimistas. Eles não estão perguntando se os mercados irão subir ou descer, estão apenas presumindo e perguntando até que ponto.

O fato é que a demanda crescente pelos chips da Nvidia, usados por empresas que correm para atualizar suas ofertas de IA, ajudou a empresa do Vale do Silício a ter um crescimento colossal de 233% na receita do trimestre atual, acima das expectativas do mercado de um aumento de 208%.

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A Nvidia, que controla cerca de 80% do mercado de chips de IA de alta qualidade, divulgou um aumento de mais de três vezes na receita do quarto trimestre em relação ao ano anterior.

O CEO da NVDA, Jensen Huang diz que a IA está encerrando a era de ensinar crianças a programar, ele acredita que a IA avançou a tal ponto que não é mais necessário priorizar a ciência da computação e a educação em codificação para os jovens do mundo, diz que o tempo dos jovens teriam sido mais bem gastos ganhando experiência em áreas como ciência, manufatura ou agricultura.

Huang previu que a IA tornará mais valiosos os trabalhadores cujos trabalhos envolvem a síntese de muitas informações, porque não precisarão desenvolver habilidades de codificação ou colaborar com desenvolvedores. Os cientistas, os especialistas em produção e os agricultores de amanhã poderão, em vez disso, utilizar sozinhos sistemas computacionais de última geração.

O indicador Capa de Revista

Você notará que os gurus do mercado e a mídia financeira muitas vezes apontarão para uma determinada evidência narrativa como otimista ou pessimista. Muitas vezes, a evidência é intuitivamente atraente como um indicador contrário.

Narrativas podem não ser confiáveis: O problema com as anedotas é que elas são propensas a problemas de tamanho da amostra, viés de confirmação e escolha seletiva. Se você está sempre com ações pessimistas, por exemplo, verá evidências anedóticas de um topo quase todos os dias. Se você acha que a tecnologia é uma bolha, verá sinais anedóticos de excesso de confiança e entusiasmo tecnológico por todo o lugar. Se você odeia criptografia, encontrará muitos motivos anedóticos para obter criptografia curta. Etc.

Alguns redatores e comentaristas de boletins informativos são famosos por encontrar evidências anedóticas diárias que se ajustam aos seus anteriores, mesmo que a sua visão (normalmente de ações baixistas) continue errada ano após ano.

Evidências anedóticas também são propensas à apofenia, que é a predisposição dos humanos para ver padrões em todos os lugares.

Por exemplo, dê uma olhada nesta análise do mercado de ações usando a evidência anedótica de “Grandes Eventos na Carreira dos Beatles” versus o desempenho do mercado de ações:

“…as mudanças radicais na sorte dos Beatles seguiram precisamente as mudanças radicais na sorte do mercado de ações. “Nem Yoko Ono acredita nessa!~”

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Fonte: https://twitter.com/RobertPrechter/status/1118524578651869190/photo/1

Narrativas também podem ser úteis
Embora tentar incorporar evidências anedóticas em sua estrutura possa levar a uma tomada de decisão tendenciosa, também pode fornecer uma maneira simples e potencialmente confiável de medir o humor social e identificar a narrativa de pico em uma classe de ativos. Se você ignorar a evidência anedótica, estará ignorando um potencial canário e poderá perder sinais de alerta óbvios de esgotamento da tendência e picos ou depressões no ciclo hype.

Encontrando uma estrutura empírica
A minha convicção é que as provas anedóticas são demasiado importantes para serem rejeitadas e demasiado pouco fiáveis ​​e potencialmente tendenciosas para serem consideradas pelo seu valor nominal. Portanto, você precisa desenvolver uma maneira sistemática de rastrear e testar evidências anedóticas para ver se elas têm ou não poder preditivo. Com o Indicador de Capa de Revista, isso é bastante fácil de fazer.

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O Indicador de Capa de Revista é uma crença comumente defendida pelos participantes do mercado financeiro de que quando uma história financeira ou tema de mercado é exibido na capa de uma revista, esse tema ou tendência relacionada está quase esgotado. Em outras palavras, acredita-se que as capas de revistas sejam indicadores inversos.

Dois exemplos muito famosos são quando a capa da BusinessWeek gritava: “A Morte das Ações”, nos mínimos do mercado de ações em 1979 e quando The Economist proclamou que o mundo estava: “Afogamento em Petróleo”, tal como o petróleo atingiu o fundo do poço em 1999. Dois outros exemplos famosos do Magazine Cover Indicator são a aparição de Jeff Bezos como Homem do Ano da Time em 2000, pouco antes do estouro da bolha tecnológica, e do presidente russo, Vladimir Putin, como Homem do Ano em 2007, pouco antes do colapso do petróleo derrubar a economia russa.

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O problema com um indicador não científico como este é que ele se torna parte da tradição do mercado. Os traders lembram-se de quando funciona e convenientemente esquecem quando não funciona. O viés de seleção e a escolha seletiva são um problema. Então, cada vez que surge uma nova capa de revista, as pessoas assumem que é contrária, mesmo quando não há dados que comprovem isto – é apenas algo que as pessoas assumem ser verdade. É fácil apontar uma reportagem de capa e tirar conclusões, especialmente em retrospectiva. O objetivo deste artigo é investigar a seguinte questão…

Notícia ruim vende.

Estudando as capas antigas, a primeira coisa que notei é que as capas do The Economist são muito mais pessimistas do que otimistas. 39 capas negativas e 23 positivas. Isso é consistente com o viés de negatividade na mídia. Capas assustadoras vendem mais revistas do que capas felizes. O medo é um ótimo chamariz! Triste mas verdadeiro.

Brent Connely, um analista americano, compilou alguns resultados desde que escrevi o artigo. Veja abaixo

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E os investimentos?

Com alta de 0,80% em fevereiro e de 1,77% no ano, as aplicações pós-fixadas, atreladas à Selic, lideram o ranking de 2024, sem que nenhuma outra classe entre os ativos tradicionais bata o CDI, o juro que baliza as trocas de dinheiro entre instituições financeiras. Títulos públicos atrelados ao IPCA com prazo acima de cinco anos, representados pelo IMA-B 5+, subiram 0,51% em fevereiro, mas recuam 0,96% no ano. O referencial de papéis mais curtos levou a melhor, com alta de 0,59% no mês e 1,28% no ano. O IRF-M, cesta que reúne papéis prefixados do Tesouro, subiu 0,46%% no mês e 1,13% no ano. A inflação projetada para o período é de 1,18%.

Em algum momento a inflação vai ceder e permitirá o corte de juros nos EUA, o difícil é saber quanto, quando, por qual tempo. Mas ao longo dos próximos 12 a 18 meses, deve ter cortes de juros em toda a curva [de taxas futuras] e permitirá que ativos de renda fixa, crédito e títulos do governo performem bem.

Para o mercado brasileiro, a leitura do executivo é que o Banco Central seguirá o ritmo de reduções da Selic, de 0,50 ponto percentual por reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), até uma taxa de 9,5% — dos 11,25% ao ano atuais. 

No Brasil, a preferência é por títulos longos indexados ao IPCA, que têm gordura, assegurando juro real (descontando a inflação).

E a bolsa de valores ?

De qualquer forma, o ambiente que se desenha é bom para ativos de risco, tanto na renda fixa quanto na renda variável, num ano que começou de forma geral negativo para as diversas classes, com “nenhum ativo acima do CDI”. O ano começou mal, mas não é para desistir da alocação estrutural em ativos de risco,

Apesar do adiamento do ciclo de corte de juros nos EUA, o cenário para investimentos não mudou e ele segue construtivo. Isso inclui bolsas de mercados emergentes um nível acima do neutro (o ponto estrutural), ações no Brasil (neutro), aplicações atreladas a juro real (nível 1) e prefixados (neutro).

Em fevereiro, o Ibovespa subiu +1,0% em reais e ficou praticamente de lado em dólares.  No acumulado do ano, o Ibovespa cai -3,8% em reais e -6,1% em dólares.

Só isso? E Por quê? 

Resposta: fluxo.  A saída de capital estrangeiro, que já soma R$17,4 bi no ano, apesar da crença comum de que o Brasil está bem posicionado globalmente e em mercados emergentes para continuar atraindo capital,

Essa saída do estrangeiro não altera nossa perspectiva para fluxos estrangeiro no Brasil, e alguns analistas enxergam ela como temporária e Atribuem algumas razões por trás disso:
1) Taxas de juros das Treasuries americanas mais altas;
2) Realização de lucros após uma subida forte no Brasil em ao final de 2023 ; e
3) Um dólar mais forte/moedas de mercados emergentes mais fracas

4)Além disso, ações americanas têm mostrado uma tendência de lucros fortes, o que não é o caso para o Brasil. Quase 80% das empresas do S&P 500 superaram estimativas de lucros no 4T23, comparado com apenas 33% do Ibovespa.

 As Small Caps, que continuam com desempenho inferior em 2024, mas podemos estar vendo um ponto de entrada interessante à medida que o ciclo de corte de juros continua, e os lucros estão projetados a crescerem +16% em 2024 (consenso) e +31% quando excluímos commodities.

Devido à expectativas mais altas para lucros, alguns analistas revisaram o valor justo do Ibovespa para 149 mil pontos, de 142 mil anteriormente.

Estrangeiros vendendo, estrutural ou não? No acumulado do ano, vimos quase R$18 bilhões em saídas de investidores estrangeiros à medida que as taxas subiram globalmente e investidores realizam lucros após a forte recuperação da Bolsa no 4º tri. Estruturalmente, no entanto, continuamos a ver o Brasil como bem posicionado entre os mercados emergentes, o que deverá continuar a atrair fluxo estrangeiro: (i) o Brasil é um mercado grande e líquido dentro de mercados emergentes e deverá aumentar o seu peso nos índices MSCI; (ii) o valuation da Bolsa permanece descontado; (iii) o Brasil está à frente de outros países no seu ciclo de flexibilização de juros; e (iv) o país tem baixos riscos geopolíticos.

O ponto ideal para a Bolsa brasileira: Lucros melhorando e juros devem continuar a cair… O mercado estima crescimento de lucros em 16% em 2024 (consenso) e +31% excluindo as commodities. Além disso, as taxas de juros deverão continuar a cair com o processo de desinflação em curso. Com isso, as Small Caps continuam atrativas, e seguem com uma performance inferior ao Ibovespa no ano.

O valuation permanece atrativo. O índice P/L do Ibovespa permanece descontado em 8,1x (média de 11x) e 10x sem as commodities (vs. média de 12x). Como resultado de maiores expectativas de lucros,

As criptomoedas voltaram. E para as máximas.

Um dos mais voláteis  ativos em negociação, o bitcoin acelerou sua valorização em fevereiro e se tornou a aplicação mais rentável do mês.

Com alta de 46,24%, a criptomoeda mais famosa do mundo deixou para trás todos os outros ativos.

Veja todas os rendimentos das aplicações no ano de 2024:

 

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