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Juros compostos são a oitava maravilha do mundo, aquele o entende, ganha, quem não entende, paga.”

Albert Einstein

Prezado leitor,

🙏Agradeço a todos pelas orações, aqui é o Professor Flávio Lemos, voltando totalmente recuperado após um longo inverno com Covid19 😷.

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Continuamos torcendo para que quem nos lê, e suas pessoas queridas, estejam bem. Não sou infectologista, mas por experiência própria: tome a sua vacina e use máscara. A vacina te protege da forma grave da doença, mas não de se infectar.

Para você que é um novo por aqui, todo mês fazemos uma carta escrita com carinho, com diversas recomendações e explicações aos seguidores. Espero que gostem.

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Renda fixa: o elefante entrou na sala

Desde o começo do ano, havíamos alertado sobre evitar os títulos prefixados, pois os juros estavam subindo.

O ritmo mais acelerado da volta da SELIC reforça a preocupação das autoridades monetárias com a inflação. No último Boletim Focus, as projeções do mercado para a taxa básica de juros aumentaram para  7,0% no final de 2021 e em 2022.

O aumento das taxas curtas num ritmo ainda mais acentuado e a projeção mais conservadora do mercado para a SELIC à frente reforçam a oportunidade de alocação em títulos pós-fixados de crédito bancário e corporativo.

Dada a restrição de oferta de papéis corporativos atrelados ao CDI, os títulos bancários são uma ótima opção para quem deseja aproveitar o movimento de alta da SELIC com um prêmio de crédito atrativo.

Histórias do Mercado:

O Dzero do Naji

No dia 9 de junho de 1989, a bolsa de valores de São Paulo, a Bovespa (hoje B3), despencou 5,6%. Já a bolsa de valores do Rio de Janeiro, a BVRJ, caiu 4,5% naquele dia. As quedas aconteceram depois que estouraram na praça cheques sem fundo do empresário Naji Nahas no valor de 39 milhões de cruzados novos.

A ideia basicamente era tentar puxar os preços das ações de forma com que ele pudesse ganhar através de instrumentos e derivativos, no caso da época era opção. Ele comprava opção de compra e ao mesmo tempo comprava as ações de forma a fazer com que os preços subissem.

Os cheques sem fundo começaram a aparecer depois que bancos e corretoras se recusaram a cobrir operações do investidor que ficaram conhecidas como “D +zero”, usadas para manipular preços de ações. Três dias depois, a CVM, a Comissão de Valores Mobiliários, que regula e fiscaliza o mercado, determinou um recesso de 24 horas nas bolsas de valores.

No mesmo dia, Nahas e os principais envolvidos foram impedidos pela Justiça de deixar o país. O golpe no mercado foi tão forte que a bolsa do Rio, para onde Nahas foi obrigado a se transferir depois de atritos com a diretoria da bolsa de São Paulo, nunca mais se recuperou, e fechou as portas no ano 2000.

Explicando esta tal curva de juros…

curva de juros é a representação gráfica da relação que existe entre a taxa de juros e o tempo. Ou seja, ela indica visualmente como a taxa possivelmente evoluirá ao longo do tempo, dadas as condições atuais. A curva da taxa também pode ser chamada de curva a termo.

A curva de juros é a melhor ferramenta para estimar o retorno de papéis pós-fixados (CDI+ ou %CDI). Muitos investidores utilizam o CDI de hoje, o que é incorreto, pois os papéis não renderão o CDI de hoje até seu vencimento.

Um conhecimento razoável sobre a curva de juros também é muito útil para comparar o retorno entre papéis pós-fixados e préfixados. O processo de seleção do indexador correto é fundamental para maximizar a relação risco-retorno na renda fixa.

Muitos investidores as vezes se confundem no momento de converter uma taxa percentual do CDI para sua rentabilidade bruta final.

“Ora, não basta apenas aplicar o percentual CDI oferecido pelo ativo em cima da taxa básica de juros (Selic) atual?”
Não, isso não é bem assim!

Usando um exemplo prático, digamos que um CDB com vencimento em 3 anos ofereça uma rentabilidade de 120% do CDI e atualmente a taxa básica de juros está em 4,25%.

O erro que muitos investidores cometem é aplicar esse 120% em cima dos 4,25%, chegando na taxa bruta final de 5,10% (120% x 4,25% = 5,10%). Isso está errado, pois a taxa de juros hoje (4,25%) não será necessariamente a mesma daqui 1, 2 ou até 3 anos. Dessa forma, é preciso os juros futuros atrelados ao respectivo vencimento do ativo, que neste exemplo é de 3 anos. Mas, antes de efetuarmos o cálculo correto, vamos voltar um pouco e entender primeiro o que são os juros futuros.

O mercado basicamente tenta antecipar os próximos movimentos do Banco Central, que é responsável por definir o nível da taxa básica de juros periodicamente. Dependendo da mudança e das sinalizações do órgão de política monetária, o mercado pode realizar revisões nas projeções do CDI à frente. A partir dessa premissa, podemos concordar que é possível estimar também decisões futuras que o Banco Central irá tomar com base no cenário econômico que vivenciaremos naquele momento e, portanto, qual patamar a Selic alcançará naquele período.

A partir desta lógica, os agentes do mercado precificam diferentes níveis de Selic para o futuro a partir de suas próprias teses e convicções. Logo, uma vez que a remuneração dos ativos de renda fixa atrelados ao CDI acompanham a taxa básica de juros, sua rentabilidade futura também estará atrelada às estimativas do mercado.

A curva de juros prefixada

A curva de juros prefixada, também conhecida como Estrutura Temporal da Taxa de Juros Prefixada (ETTJ PRE), é a principal forma de acompanhar as expectativas do mercado para os juros à frente. Essa curva nada mais é do que uma representação gráfica que nos fornece um parâmetro sobre a remuneração esperada para aplicações de em renda fixa, especificamente as prefixadas, para cada vencimento.

Para encontrarmos os diferentes níveis de taxa de juros para cada vértice de vencimento da ETTJ PRE, podemos utilizar
o sistema de “Fechamento da Curva de Juros” disponibilizado abertamente no site da ANBIMA.  O sistema sempre disponibiliza as taxas de fechamento do dia anterior e dos últimos 5 dias úteis.

Analisando o gráfico acima, podemos notar que a curva de 21/julho/2021 adota um movimento ascendente conforme os vértices vão
aumentado. Agora, vamos usar de exemplo aquele mesmo CDB do início (120% do CDI e prazo de 3 anos).
Pelo gráfico, podemos ver que o vértice de 3 anos indica a taxa de mercado para ativos prefixados é de 8,2%. Essa taxa
incorpora as expectativas do mercado para a trajetória do CDI até esse respectivo vencimento.

Ao aplicar os 120% sobre o vértice de 3 anos obtemos uma taxa bruta final de 9,84% (120% x 8,2% = 9,84%), bem acima daqueles 5,10% erroneamente obtidos no início. Essa taxa de 9,84% é a remuneração que o mercado paga hoje nesse CDB com
vencimento em 3 ano (seja ele pré ou pós-fixado).

Na teoria, não deveria haver diferença de retorno apenas pelo indexador.

Afinal, o banco emissor e o prazo são exatamente os mesmo. Vale reforçar que essa simulação leva em consideração o que o mercado espera para os juros à frente (e não a Selic atual). É com o conceito de juros futuros que simulamos os retornos na renda fixa!

No gráfico acima, podemos ver a mesma curva de juros, mas em diferentes datas. Percebam que no dia 22 de abril de
2022, a expectativa para a taxa de juros de ativos com vencimento em 3 anos não era de 8,2%, mas sim de 7,2%. Em 22
de fevereiro de 2021, esse mesmo vencimento embutia uma expectativa de taxa média de juros de 6,4%, bem abaixo dos
demais períodos. Como falamos anteriormente, isso ocorre por que as projeções feitas pelo mercado mudam
constantemente e levam em consideração o cenário macroeconômico e, consequentemente, as expectativas para a taxa
Selic. Se fizéssemos o mesmo cálculo de conversão do CDB que usamos de exemplo, aplicaríamos os 120% sobre cada
uma destas taxas dependendo do período que estivéssemos. Essa seria a rentabilidade média esperada naquele momento
para um ativo com vencimento de 3 anos.

Agora a decisão de escolher entre um ativo prefixado e um pós-fixado ficará mais simples. Caso a taxa prefixada do ativo
hoje for menor que a média do CDI até aquele vencimento, o ativo pós-fixado faz mais sentido.

Se fôssemos escolher entre pré e pós-fixado para o nosso CDB lá em fevereiro, a melhor opção seria o pós-fixado, pois o mercado revisou as projeções de Selic para cima até 2023 (puxando a curva de juros para cima).A título de exemplo, digamos que hoje um CDB prefixado, com vencimento em 3 anos, esteja pagando 9%, enquanto um outro CDB, do mesmo banco e com mesmo vencimento, mas dessa vez pós-fixado; esteja pagando 120% do CDI. A melhor escolha seria o CDB pós-fixado, pois sua taxa final seria de 9,84% (120% x 8,2% = 9,84%). A taxa de 8,2% seria aquela que vimos para um vencimento de 3 anos nos exemplos acima.

**

Vamos ao mercado:

As pressões inflacionárias continuarão no centro das atenções dos investidores do Tesouro Direto. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na noite de sexta-feira (30) que a bandeira tarifária vermelha, patamar 2, continuará sendo aplicada em agosto. A razão é a continuidade da crise hídrica, com os principais reservatórios do SIN (Sistema Interligado Nacional) em níveis “consideravelmente baixos” para essa época do ano.

As sinalizações do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) em torno de quanto – e como – deve ser iniciada a retirada de estímulos econômicos também continuarão sendo acompanhadas de lupa pelo mercado.

A bolsa continua como uma aposta forte para quem aceita riscos em uma parcela da carteira em busca de retorno maior e há especialmente um grupo de papéis que se beneficia com o aumento da Selic: o setor financeiro.

Entre as companhias desse segmento, estão bancos, seguradoras, empresas de cartões de crédito e de meios de pagamentoA aceleração das ações já começou e deve continuar, conforme gestores. Isso acontece porque a subida da taxa básica de juro impacta diretamente as receitas com juros cobrados dos clientes e, assim, a lucratividade das empresas.

O exterior continua interessante. Várias outras economias do mundo estão se recuperando mais rapidamente que nós, como Estados Unidos, Europa, China. É uma forma de buscar dinamismo econômico como alternativa para rentabilizar aplicações.Os BDRs são uma forma fácil, conveniente e simples do investidor brasileiro investir no exterior em fundos imobiliários, ETFs e principalmente ações de empresas internacionais.

Investimentos em julho de 2021

Em julho não faltaram notícias para deixar os mercados tensos, tanto no Brasil quanto no exterior.

Por aqui, o mês começou com tensões políticas relacionadas à CPI da covid-19, que finalmente chegou ao Palácio do Planalto, com as denúncias de corrupção envolvendo a compra de vacinas pelo Ministério da Saúde; e com o mercado ainda digerindo – a contragosto – os impactos da reforma do imposto de renda sobre os investimentos.

Assim, do ponto de vista doméstico, o risco de as reformas não andarem ou serem muito esvaziadas, além do risco fiscal que pesa sobre o câmbio e os juros de longo prazo, voltaram ao radar.

Depois de terem amargado as piores posições do ranking dos investimentos de junho, o bitcoin, o ouro e o dólar viram uma forte recuperação em julho, sagrando-se como os melhores investimentos do mês.

Veja aqui como foram os investimentos em julho de 2021:

 

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Onde investir em Agosto - O Retorno do Elefante
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Flávio Lemos
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