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Porque o mercado está volátil agora em setembro?

O mercado financeiro é muito dinâmico e mil coisas acontecem ao mesmo tempo.

O que está acontecendo no mercado financeiro agora em setembro?

Agora em setembro de 2018 os investidores estão de olho nos seguintes fatos importantes:

1. A ATUAÇÃO DO FEDERAL RESERVE E A POLÍTICA MONETÁRIA DOS EUA

No dia 26 de  setembro haverá reunião do FOMC com a divulgação das projeções dos membros e discurso do presidente do Fed posteriormente.

Nesta decisão ficará mais claro qual o real pensamento do comitê de política para o tamanho do ajuste nas taxas básicas de juros.

A última ata e os últimos discursos dos membros do FOMC têm sido interpretados de forma a refletir uma postura de autoridades de mercado de taxas de juros mais baixas e uma postura mais tolerante com a inflação e o anúncio de que a taxa básica de juros já encontra-se próxima do potencial tem levantado questionamentos acerca de um provável período de aperto menor do que antecipado.

Mas as taxas de curto prazo já subiram. Veja abaixo:

2. DESEMPENHO ECONÔMICO DOS EMERGENTES

A onda de desvalorização de moedas de países emergentes vem ganhando corpo a medida que a normalização da política monetária nas principais econômicas vem se desenhando. Argentina e Turquia são os dois grandes ‘perdedores’ deste argumento.

Ambas economias apresentam-se totalmente desequilibradas do ponto de vista macroeconômico e com exposições elevadas, tanto privadas quanto públicas, ao credito externo. A dúvida é qual será o emergente que também será afetado diretamente neste processo.

Os candidatos mais óbvios, não numa hierarquia, são Índia, África do Sul, Chile e Brasil.

Enquanto isso China e EUA continuam sua guerra comercial, mantendo os mercados preocupados.

Fato é que o índice americano S&P 500 em relação aos ETF EEM dos mercados emergentes se encontra na máxima em 15 anos. Veja abaixo:

3. A RESPOSTA DO COPOM

Aqui no Brasil, o comitê de política monetária terá que lidar com uma atividade econômica fraca, inflação ainda baixa, mas uma desvalorização forte da taxa de câmbio e uma pressão muito grande do mercado para elevação da taxa básica de juros.

Como na última reunião não houve ‘guidance’ acerca da política monetária, o BC optou em manter flexibilidade.

Uma elevação dos juros antes das eleições poderá levar o mercado a uma percepção de que o BC acredita que a alta cambial poderá causar instabilidade na economia brasileira e que há receio com uma possível eleição não favorável para a implementação de uma política monetária independente.

Veja a evolução das taxas prefixadas do tesouro direto para 2025: estão em cerca de 12,30% , quase o dobro da taxa Selic atual.

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E o dólar hein? O dólar segue nas máximas, tal a incerteza do ambiente tanto nacional como global.

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4. Furacão Florence

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Os preços do petróleo estão novamente acima de $70 devido a disrupção da produção americana da área de shale gas (óleo de xisto) devido ao Furacão Florence.

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5. A “TRANSFERIBILIDADE” DE LULA

O ex-presidente Lula tornou-se inelegível por determinação do TSE e não concorrerá a presidente nas eleições.

A dúvida que fica é a estratégia do PT no uso de sua imagem e, principalmente, na capacidade que Lula terá na transferência de seus votos ao candidato do PT.

Nas eleições de 2010, quando Lula era presidente, tinha a ‘caneta’ na mão e o país crescia a taxas chinesas, Lula transferiu 60% de seus votos à Dilma.

Nesta eleição será diferente e com transferência menor. Mas mesmo assim, há forças para colocar seu candidato como postulante a uma vaga no segundo turno.

6. EFEITOS DA CAMPANHA ELEITORAL E TEMPO TELEVISIVO

A campanha eleitoral iniciou-se em meados de agosto e o tempo de televisão será intensivo ao longo de todo setembro.

Neste contexto, os candidatos que melhor se saírem na condução da campanha e geração de conteúdo tenderão a ganhar tração e até mesmo capturar votos de outros candidatos.

As mudanças observáveis nas pesquisas será essencial para visualizar esta captura de votos através da geração de conteúdo eleitoral.

7. A VOLATILIDADE DO MERCADO NA EXPECTATIVA DAS ELEIÇÕES:

Tradicionalmente, em períodos eleitorais, a volatilidade de mercado aumenta. Nesta eleição, pela elevada incerteza acerca do resultado das eleições, a volatilidade têm sido maior.

A cada pesquisa há mudança nos patamares dos preços, mesmo neste período onde ainda é difícil vislumbrar um resultado mais efetivo.

Com a proximidade das eleições, as definições tendem a aparecer mais claramente, o que deve manter aquecido o mercado para a volatilidade.

8. QUEM VAI PRO SEGUNDO TURNO?

Até o final de setembro, muito provavelmente, será possível conhecer os possíveis postulantes para um eventual segundo turno.

Existem diferenças metodológicas entre os levantamentos dos institutos de pesquisas, então convém aguardar as próximas pesquisas, pois ainda é muito cedo para avaliar se a facada em Bolsonaro não lhe trouxe votos adicionais e/ou diminuiu sua rejeição.

Hoje Bolsonaro é o candidato que mais carrega esta probabilidade de estar no 2.turno e outros cinco candidatos (Alckmin, Marina, Ciro, Haddad e até mesmo Amoêdo) aparecem com chances de ser a segunda vaga.

Historicamente, em eleições presidenciais quem passa pro 1o turno em primeiro, ganha, enquanto que em eleições municipais e estaduais no entanto tudo que  pode mudar.

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O que está acontecendo no mercado financeiro agora em setembro? Agora em setembro de 2018 os investidores estão de olho nos seguintes fatos importantes:
Flávio Lemos
Trader Brasil
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