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Por que os Fundos Multimercados estão caindo?

Aqui é o Flávio Lemos, sócio da Trader Brasil Investimentos, autor de Análise Técnica dos Mercados Financeiros.

O motivo da má performance dos fundos multimercados no ano passado foi a dificuldade dos gestores em prever a crise financeira. Quando veio a crise, havia fundos muito expostos e alavancados, tanto em Bolsa quanto em câmbio. Os gestores foram pegos de surpresa mais uma vez.

O mercado brasileiro, que já estava passando por um ajuste de prêmios de risco, notadamente no câmbio e nos juros, teve que lidar com a greve dos caminhoneiros.

O desenrolar da greve, combinado com a quebra da política de preços da Petrobras, e as consequências político-sociais do movimento serviram como estopim para uma explosão dos prêmios de risco, principalmente no mercado de juros futuros, e em menor medida na bolsa e no câmbio.

No mercado americano, os incentivos fiscais pressionam as taxas de juros e fortalece o dólar(conforme alertado aqui). o que torna o cenário mais complicado para os países emergentes principais perdas vieram da exposição em juros reais e nominais, que sofreram uma alta de taxas significativa em maio e junho.

Houve perdas nas posições de bolsa Brasil, com a queda forte do mercado .

O risco eleitoral foi colocado de maneira relevante nos preços, com uma visão – que consideramos exagerada – de que o caminho do populismo fiscal é inevitável.

Perspectivas dos Fundos Multimercados

O movimento que estamos vendo mostra que houve um descolamento dos mercados em relação aos fundamentos da economia.

Mesmo com a recuperação mais lenta do que o projetado no início do ano, as empresas continuam crescendo. O desemprego está em queda e os juros estão baixos, e isso é bom para a economia e para as empresas.

Já a bolsa parece ainda não precificar totalmente nem o  impacto nos lucros de uma economia menos pujante em 2018 ou  o custo de capital muito mais alto refletido na curva de juros futuros.

No cenário global,  continuamos confiantes no crescimento da economia norte-americana e na necessidade de um aperto monetário maior do que o antecipado pelo
mercado.

Mas o mercado está muito arisco, o mar não está para peixe.

A volatilidade reflete um clima de aversão a risco.

Há muita saída de investidores estrangeiros da bolsa de valores, por conta da elevação dos juros americanos, o que atrai dinheiro para os Estados Unidos.

Além disso, o cenário eleitoral no Brasil ainda está muito aberto, o que causa desconfiança. São elementos sobre os quais não temos o menor controle.

A economia brasileira hoje é marcada por núcleos de inflação comprimidos e sendo
revisados para baixo. O quadro de inflação baixa vai persistir por um período duradouro, o que corrobora para um movimento do BC manutenção de juros baixos,

Por isso, o que resta é nos atermos aos fundamentos e esperar esse momento ruim passar.

Por que investir em fundos multimercados?

Como os juros caíram, as pessoas buscam sempre alternativas mais rentáveis, e os multimercados é uma forma delas.

Estes fundos costumam oferecer estratégias das mais variadas e buscam atingir retornos mais elevados no longo prazo, porém com uma dose um pouco maior de risco e volatilidade.

Ao escolher um multimercado, o investidor tem de analisar o gestor, o histórico, a rentabilidade e, principalmente, a volatilidade e o nível de risco, para ver o que se encaixa melhor ao seu perfil.

No site da CVM, mais especificamente na seção “Central de Sistemas” existem as principais informações dos fundos atualmente habilitados para atuar no mercado assim como informações sobre quem são os responsáveis por sua gestão.

Fechamento dos Fundos Multimercados

A corrida para os fundos multimercado-aqueles que misturam diferentes ativos, como títulos de renda fixa, ações, moedas e até commodities-inchou de tal maneira o patrimônio desses produtos a ponto de levar uma seleta safra deles a fechar a captação – ou seja, não permitir novos aportes.

Fundos Espelho dos Fundos Multimercados

Se por um lado esse movimento tira produtos atraentes do mercado, também abre uma nova janela de oportunidade: o surgimento de novos fundos com as mesmas estratégias nas prateleiras.

Foi isso que aconteceu, por exemplo, com o badalado fundo Adam Macro Strategy II, que fechou no final de fevereiro, ao atingir o patrimônio de R$ 10 bilhões. A gestora Adam Capital abriu um fundo espelho, mas com um tempo de carência maior.

Carência dos Fundos Multimercados

Chamados de “fundos espelho”, eles também prometem bons resultados, mas atenção: pedem um prazo maior para resgate dos recursos. Fundos com carência consiste em ter um tempo mínimo, para poder realizar o resgate, com rendimentos.

No fundo “mãe”Adam Macro Strategy II, o prazo para resgate era D+30, ou seja, o investidor que resgatasse sua cota recebia o dinheiro após 30 dias. O novo fundo, de mesmo nome, agora é D+60. Isso acontece para dar mais segurança ao gestor na fase inicial do fundo.

Fundos que subiram em maio

De uma forma geral estes fundos estavam comprados em dólar, vendidos em bolsa e comprados nos juros futuros.

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