Financiamento com opções – uma avaliação da operação


por Celso Cardoso

Diversas pessoas interessadas em investir na bolsa me perguntam como reduzir os riscos do mercado e ainda assim conseguir uma boa rentabilidade!!!

Num primeiro momento isso soa como uma busca pela panacéia, rentabilidade alta e sem risco ora bolas, se isso fosse possível todas as pessoas estariam ricas.

No mercado a regra é clara: MAIS retorno significa MAIS risco.

O investidor mais esclarecido busca rentabilidade que tenha como objetivo bater a valorização de um determinado índice ou indicador. Se quisermos tomar como base uma taxa livre de risco, podemos utilizar a SELIC que no momento está em 10,75% ao ano ou algo em torno de 0.85% ao mês. Essa é a rentabilidade que o investidor conseguiria comprando títulos do Tesouro Direto e que vamos considerar como a taxa livre de risco.

O objetivo agora é buscar aplicações financeiras que consigam dar uma rentabilidade maior porém sem agregar risco além do necessário e nesse cenário vou demonstrar uma operação que pode agradar aos investidores que tenham um pouco mais de apetite para o risco: o FINANCIAMENTO.

Essa operação consiste de uma compra de um ativo e a respectiva venda da opção na mesma quantidade. Em princípio parece um pouco complicada, portanto vamos detalhar um pouco mais, como no estudo a seguir onde o investidor dispões de R$110.000,00 para investir.

Na busca por uma rentabilidade que supere o DI o investidor compra 4.000 ações da Petrobrás a um preço unitário de R$28,97 e nessa operação ele gasta R$ 115.880,00.  No mesmo momento ele vende 4.000 opções de call de Petrobrás no strike 28 recebendo pela operação R$ 1,96 por opção no total de R$ 7.840,00. O total da operação fica
então em R$ 108.040,00, gerando uma taxa de 3,04% para o período de 29 dias. Se considerarmos que um mês tem 22 dias úteis em média, teremos uma taxa corrigida de 2,3% ou seja, quase 3 vezes o DI mensal que é o nossa taxa livre de risco.

Vemos no gráfico abaixo a evolução da operação:

Fin. Petro Set/10

Outro elemento da operação é a proteção para a queda do ativo. Como podemos verificar na tabela de “PAY-OFF” o investidor tem retorno positivo da operação mesmo que o ativo caia a R$27,60 o que representa uma queda de 5% no preço de compra do ativo. Nada mal !!!

As razões apresentadas nesse post são apenas financeiras não representando opinião ou recomendação de investimento. As contas apresentadas são estimativas aproximadas. Se voce quiser saber mais sobre essa e outras operações com opções entre em contato com a Trader Brasil Escola de Investidores.

Até o próximo post!

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