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“A vida é uma grande e doce canção, então que comece a música.” — Ronald Reagan

Onde Investir em Novembro: A Guerra Fria dos Minerais e a Virada de Jogo das Ações

Prezado investidor, quase acabando o ano… Chegamos a novembro e, se sua carteira não te deu sustos em outubro, você passou no teste de estresse do mercado. Este mês foi como assistir a um filme de espionagem com a China e os EUA, onde os protagonistas são minerais raros.

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O “Projeto Manhattan” dos Minerais e o Desespero Global pelo Ouro

Outubro foi a prova de que, no tabuleiro geopolítico, até os minerais viraram armas. A China, irritada com as restrições americanas a navios e empresas chinesas, deu o troco: restrição à exportação de Terras Raras. Sabe aquele seu motor elétrico, seu celular de última geração, ou até aquele sistema de defesa caríssimo? Eles precisam desses 17 elementos químicos que a China, graças à tecnologia e barreiras ambientais, quase monopoliza (70% da produção e 80% do refino global).

Essa disputa é a nova Crise dos Mísseis: Washington tenta segurar a China pelos semicondutores (os “mísseis” da era digital), enquanto Pequim segura o gatilho das Terras Raras (os insumos básicos para tudo). O resultado? Um impasse tenso, mas com a certeza da destruição econômica mútua se alguém apertar o botão demais.

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Nesse cenário de nervosismo e incerteza, o mercado teve um reflexo primário: o Ouro voltou a brilhar. Ele se valorizou absurdamente, superando o Bitcoin, porque é o “ativo do ceticismo”. É o refúgio de quem já não confia totalmente em moedas, bancos centrais ou nos governos que não param de se endividar. O Ouro subiu 3,17% no mês e, pasmem, acumula mais de +51% no ano! Seu avô estava certo: é bom ter um pouco de metal guardado.

A Magia dos BDRs e o Dilema de Powell Desvendado

Setembro foi a vez do Ouro e Imóveis, mas em outubro o pódio foi gringo! O índice BDRX (que rastreia as ações estrangeiras negociadas aqui) disparou +5,90%, superando o Ouro e o Ibovespa. Se você “dolarizou” sua carteira, pode comemorar. Isso mostra que o investidor brasileiro está de olho nas Apple, Alibaba e Nubank da vida, que se beneficiam da força do dólar (que subiu +1,24% no mês) e do crescimento robusto da economia americana.

Nos EUA, o Fed de Jay Powell cortou juros novamente. Por quê? A decisão foi facilitada por dois fatores: primeiro, a economia não estava tão forte quanto parecia, com uma revisão negativa dos dados de emprego que revelou uma demanda mais frágil. Segundo, o “fantasma” da Inteligência Artificial (IA): o investimento maciço em IA está gerando ganhos de produtividade que reduzem a necessidade de novas contratações. Ou seja, o Fed optou por não arriscar a reputação conquistada ao evitar uma recessão, e a tendência é a de continuidade nos cortes de juros. Crescimento de lucros + queda de juros é o coquetel que impulsiona o S&P 500.


O Ibovespa em Alta, a Política em Jogo e a Aposta para 2026

O bom e velho Ibovespa não fez feio: ficou na terceira colocação, com +2,26% no mês, impulsionado por resultados corporativos positivos e algum interesse estrangeiro. O índice fechou em sua maior pontuação nominal da história! (Mas, atenção: em dólar, ainda estamos 37% abaixo do recorde de 2008. É o famoso “ganhar no Brasil para gastar lá fora”). No acumulado do ano, a surpresa fica com as Small Caps (+27,85%), aquelas empresas menores que disparam quando a expectativa de juros mais baixos melhora o cenário de crescimento.

Brasil: O Risco Fiscal no Caminho do Recorde Nominal

Do lado político, Lula conseguiu estreitar o relacionamento com Trump, abrindo caminho para negociar a redução das tarifas que nos incomodam. O governo também está ativamente desenvolvendo propostas para 2026, como a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil e a ampliação do programa de habitação. O risco é que, se a popularidade cair, o governo tente abrir ainda mais a “caixa de ferramentas” e rompa o arcabouço fiscal para gastar mais, o que faria o Real voltar ao patamar de R$ 6,00. No entanto, a travessia até 2026 é cheia de riscos, mas é exatamente nessa incerteza que os retornos mais significativos estarão disponíveis para quem souber ter a disciplina de um analista e o estômago de um bom navegador.

 

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