“O segundo nada mais é do que o primeiro dos perdedores.” Ayrton Senna
Prezado leitor,
Nessa época de olimpiadas , escutamos muito que se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si mesmo.
As Olimpíadas são o maior evento esportivo do mundo, no qual países dos cinco continentes se reúnem para competir em diversas modalidades.Os Jogos Olímpicos da Antiguidade estavam associados a rituais religiosos e prestavam homenagens a deuses gregos, como Zeus. Após o fim das Olimpíadas antigas, em 393 d.C., os jogos voltariam a ocorrer somente 1503 anos depois.
O francês Barão de Coubertin iniciou as Olimpíadas modernas, no ano de 1896. As competições aconteciam nos momentos de trégua, pois naquela época eram comuns conflitos entre as cidades-estado gregas. A situação de trégua era decretada dois meses antes dos jogos, que ocorriam também de quatro em quatro anos, só que sempre em uma mesma cidade, Olímpia.
O anúncio do evento era dado por mensageiros em diferentes regiões, para que as pessoas pudessem viajar para Olímpia em segurança, já que os conflitos estariam interrompidos durante a competição. Mulheres, estrangeiros e escravos eram proibidos de participar dos jogos antigos. Nem mesmo assistir era permitido às mulheres. Só na olimpiada de Paris, temos finalmente a igualdade em numero de competidores de ambos os gêneros.
Claro que nem todos, mesmo se dedicando ao máximo, serão Usain Bolt, Michael Phelps, Simone Biles, Ayrton Senna ou Pelé, pois chegarão em seu proprio limite, porém como diria o Mestre Yoda, “Faça ou não Faça. A tentativa não existe”.
E a grande judoca Beatriz Souza fez, medalha de ouro para ela! A brasileira se tornou a primeira mulher brasileira estreante nos Jogos a ser campeã olímpica em provas individuais.
Ainda bem que no mercado financeiro, temos antes de conhecer nossos limites, necessidades e objetivos antes de investir. Veja abaixo como renderam os investimentos até agora.
E o cenário atual?
O avanço do dólar e a piora nas previsões para a inflação deterioraram o cenário e aumentaram a chance de mudanças na rota da Selic, se necessário
Com a alta do dólar e o aumento das expectativas para a inflação e para os juros, principalmente os papéis que acompanham a inflação são recomendados para os investidores que conseguem aguardar para fazer resgates
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve as taxas de juros estabilizadas hoje, mas a perspectiva é de redução em setembro.
O Fed sinalizou na última reunião do FOMC que o corte de juros básicos norte-americanos deve se iniciar em setembro.
Salvo alguma desaceleração mais evidente da economia americana, algo que não estamos vendo nos recentes dados divulgados, esperamos cortes de 25 pontos base a cada duas reuniões, chegando em nosso cenário no final de 2025 com a taxa básica entre 3,75% e 4,00%. O mercado continuou a precificar esse pouso suave da maior economia do mundo, com o índice S&P 500 atingindo novamente sua máxima histórica ao longo do mês. Em relação aos riscos, a saída do atual presidente americano da corrida eleitoral aumentou a incerteza acerca do resultado da eleição, o que pode adicionar volatilidade aos mercados até as eleições em novembro.Este cenário benigno ajudou na performance dos bonds de mercados emergentes.
Eventos raros como tentativa de assassinato de um candidato a presidente ou renúncia à candidatura de um presidente incumbente nos EUA, preocupações com a trajetória fiscal da França, ganhos da direita na Europa e da esquerda no Reino Unido, e a preocupante escalada dos conflitos no Oriente Médio demandaram cada um capítulos à parte em nossa avaliação de riscos.
Ainda assim, a ação prospectiva de Bancos Centrais seguiu dominando a precificação de ativos globais. Nos EUA, a queda da inflação e desaceleração da atividade mais rápidos do que esperado apontam para início do ciclo de cortes de juros em setembro, impulsionando um relaxamento de condições financeiras em todo o mundo.
O receio de que o esperado pouso suave se transforme em um pouso abrupto também entrou no radar influenciando a precificação de cortes até o fim do ano. Na contramão do Fed, o Banco Central japonês elevou os juros básicos para patamar não visto desde 2008 com impacto relevante no Yen e em várias moedas tanto no G10 como no mundo emergente. Esperamos que nos próximos dois meses temas relacionados à política monetária sigam dominando a precificação de ativos e que aspectos de natureza política, em particular nos EUA, passem a ter impacto mais relevante no último trimestre do ano.
Já o Brasil segue em um rumo de deterioração gradual de fundamentos diante da falta de uma âncora fiscal crível. O país é um caso curioso de contraste entre uma situação atual razoável e perspectivas de médio prazo com elevada incerteza. A conjuntura atual é marcada por crescimento e desemprego com trajetória melhor do que esperado, inflação corrente baixa e balança comercial com superávits elevados.
Por outro lado, câmbio e projeções e expectativas de inflação estão em alta refletindo preocupação com a trajetória de deterioração acelerada das contas públicas. O déficit nominal atingiu cerca de 10% do PIB nos 12 meses até junho e a relação Dívida/PIB se elevou para 77,8% do PIB em junho, crescimento de 6,2 p.p. desde o início desse governo sendo 3,4 p.p. apenas em 2024.
Apesar de todo o foco do governo e de analistas nas metas do chamado “Arcabouço Fiscal”, a realidade é que mesmo seu cumprimento terá pouco impacto sobre a trajetória de rápida ascensão da dívida pública nem trará uma perspectiva de sua estabilização em um horizonte de médio prazo.
A crescente incerteza resultante demanda prêmios de risco em ascensão a cada oportunidade perdida de apresentar um plano crível para a questão, como observamos na reavaliação bimestral das contas fiscais no mês de julho.
Em resultado, temos observado persistente depreciação cambial e alta dos juros longos mesmo em um horizonte que contempla cortes de juros no mundo desenvolvido.
E o mercado em julho?
O ouro ficou com a medalha de ouro em rentabilidade. O retorno no ativo no acumulado de julho alcançou 6%.
O ouro funciona como reserva de valor. Uma espécie de “fundo de segurança”, assim como o dólar. Então o metal também pode ser considerado um protetor de carteiras de investimentos e serve à reserva de riqueza para nações.
Isso porque quando o risco escala e todo o resto cai, o ouro costuma subir. É um movimento contrário do que adotam os ativos de risco, por isso contrabalanceia os riscos e pode proteger
Mas o Ibovespa salvou seus ganhos dos últimos 31 dias. O índice que reúne as maiores e mais negociadas empresas da bolsa subiu 3% em julho, voltando ao patamar dos 127 mil pontos. Chegou a se aproximar dos 130 mil pontos neste mês, antes de perder a tração na última semana do mês.
Já em Nova York o movimento foi inverso. Depois do rali do primeiro semestre nas bolsas americanos, o movimento nos índices perdeu força. O Nasdaq fechou o mês com perda de 0,75%, puxado pelas grandes empresas de tecnologia, as tais “sete magnificas”, que andaram não tão magníficas assim nesta temporada de balanços.








