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Onde Investir em Março de 2022: e o dólar hein?

Temas tratados:   
O dólar e o cenário de 2022 
Bolsa de valores Brasil: Estamos numa onda de alta 
Oportunidades 

“A paz não pode ser mantida pela força. Somente pode ser alcançada pela compreensão.”

Albert Einstein

Prezado leitor, dizem que o ano começa depois do carnaval, mas teve carnaval?

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“A taxa de câmbio foi criada por Deus apenas para humilhar os economistas.” Edmar Bacha

Contra a maioria das expectativas para um ano eleitoral, o dólar cai 11% no ano de 2022 ficando cada vez mais distante dos R$5,80 registrados no ano passado.

O recuo se dá pelas condições favoráveis no Brasil: a entrada de dólares via investidores estrangeiros e exportadoras.

Esse interesse dos estrangeiros pelo mercado financeiro brasileiro tem relação direta com o ciclo de alta da Selic, taxa básica de juros da economia, que atrai investidores externos para a renda fixa.

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Após a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), de elevar a Selic em 1,5 ponto percentual, chegando a 10,75% ao ano, o Brasil recuperou o título de país com o maior juro real (descontada a inflação) do mundo.

Na curva dos títulos públicos indexados ao IPCA (NTN-Bs), apesar de ter elevação em todos os vencimentos com relação ao final de janeiro, as taxas de juro real tiveram maior elevação no “miolo” da curva, entre os vencimentos de 2024 a 2035, mantendo o formato linear.

Durante o mês de fevereiro a curva de juros futuros acentuou seu movimento de inversão, com a elevação das taxas de retorno dos vencimentos mais curtos devido às expectativas de aperto monetário mais duro pelo Banco Central para conter a inflação persistente, pressionada principalmente pelos preços internacionais das commodities.

 

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Fed reforça sinalização de aumento de 0,25% nos juros em março. Para o ano é esperado 1,75% de aumento total.

As pressões inflacionárias no mês devem permanecer nos Bens Duráveis, Habitação e nos preços de Energia, em meio a forte alta nos preços do petróleo no mercado internacional. Nesse sentido, a inflação implícita permanece em movimento altista, enquanto o juro real afunda para patamar ainda mais
negativo.

 

 

Além da renda fixa, as ações da bolsa brasileira estão mais atrativas para os gringos com apetite ao risco. Os investidores estrangeiros consideram, ainda, que o prêmio compensa o risco, o que conquista de vez os mais animados com a alta dos juros. Eles estão procurando países emergentes em meio a alta das commodities e perspectivas de alta dos juros nas economias desenvolvidas.

A Russia tinha 1,5% do MSCI Emerging Markets Index e o Brasil 4,6% do mesmo índice. Investidores globais que buscam alocação em EM e exposição a commodity vêem America Latina como alternativa e o Brasil como seu veículo mais líquido. Muito se fala em possível rebalancemanto dos índices de mercados emergentes com a saída da Russia dos mercados emergentes o que poderia trazer fluxo passivo para o Brasil . Mas o MSCI Russia foi marcado a zero logo o fluxo será de dinheiro novo. Segundo o Itaú BBA: a saída da Rússia do MSCI pode gerar fluxo de US$ 1,34 bilhão para o Brasil . 

Russia e Ucrânia são grandes produtores de petróleo, Trigo, platina dentre outras commodities contribuindo ainda mais para o choque de oferta na economia global.

 

Apesar da aversão ao risco nos mercados globais, a elevação dos preços das commodities beneficiou a cotação das empresas ligadas aos materiais básicos, com o índice setorial
avançando quase 9%na semana.

 

Neste sentido, o Ibovespa se mostrou resiliente, indo na direção oposta das principais bolsas globais, avançando 1,2% na semana e acumulando alta de +9,2% no ano.

No livro “Análise Técnica dos Mercados Financeiros” do Professor Flávio Lemos e também no perfil twitter @traderbrasil falamos sobre psicologia das ondas de Elliott de alta e de baixa e alertamos em nosso post de fevereiro  de uma possível onda 1 no Indice Bovespa de alta.

A primeira Onda 1 de alta: é raramente óbvia no seu começo. Quando a primeira onda de um novo mercado de alta começa, quase todas as notícias fundamentalistas são negativas. A tendência anterior é considerada fortemente em vigor. Analistas fundamentalistas continuam a revisar para baixo suas estimativas de lucros; a economia, provavelmente, não parece forte.Pesquisas de sentimento e expectativa estão pessimistas e baixistas e a volatilidade implícita das opções está alta. O volume pode aumentar um pouco nas subidas de preço, mas não o suficiente para alertar muitos analistas técnicos.

 

A tal da diversificação

A diversificação continua a regra no jogo dos investimentos em 2022, e a renda fixa continuará uma excelente (e importante) opção para composição de
carteira. Com o nível atual da taxa básica de juros, a Selic, e expectativas de juros nominais superiores a 10% já no início de 2022, mantemos nosso otimismo em relação ao retorno oferecido pela renda fixa, principalmente na parcela de pós fixados, com baixa volatilidade em um momento que será de grandes incertezas no país.

A renda fixa continua como uma concorrência grande para todos os ativos.

Os ativos pós-fixados irão capturar a alta da Selic esperada nos próximos meses e, mesmo que os juros venham a cair, ainda assim devem continuar em
patamar elevado.

Títulos atrelados ao IPCA também poderiam se beneficiar, ainda que em menor magnitude, de eventual melhora no cenário fiscal, além de serem boa alternativa para proteção contra a inflação para quem mantiver o título até o vencimento.

São, inclusive, uma boa alternativa para investidores que buscam títulos com vencimentos mais longos: é uma forma de garantir que seus rendimentos vão
sempre na direção certa (acima dos aumentos nos preços).

Em relação aos prazos, dado o cenário atual e esperado para a economia nos próximos anos, aconselhamos cautela.

Para os pré-fixados, prazos entre 1 e 2 anos trazem maior segurança do que horizontes mais longos, mas carregando bons retornos. Além disso, em caso de redução na percepção de risco no país, tendem a valorizar antes do vencimento, o que pode representar uma possibilidade de ganho (mas isso não é garantido).

Os fundos que possuem ativos de crédito privado devem também continuar a ter um cenário positivo de retornos, talvez com menor intensidade após um
período de fechamento dos spreads.

Veja o Ranking dos Investimentos

 

 

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Onde Investir em Março de 2022: e o dólar hein?
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Contra a maioria das expectativas para um ano eleitoral, o dólar cai 11% no ano de 2022 ficando cada vez mais distante dos R$5,80 registrados no ano passado. O recuo se dá pelas condições favoráveis no Brasil: a entrada de dólares via investidores estrangeiros e exportadoras.
Flávio Lemos
Trader Brasil
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