BB paga R$ 2,3 bilhões por Banco Postal e derrota Bradesco


31 de maio – O Banco do Brasil SA, maior instituição da América Latina em ativos, vai pagar R$ 2,3 bilhões para prestar serviços bancários nas agências do Banco Postal, da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A vitória do BB em leilão hoje põe fim a 10 anos de gestão do Banco Bradesco SA na instituição dos Correios.
O contrato entra em vigor no dia 1 de janeiro de 2012 e tem prazo de 5 anos, renováveis por mais 5 anos. Nesse período, o Banco do Brasil será responsável por prestar serviços como pagamento de contas e recebimento de benefícios nas agências do Banco Postal. Bradesco, Caixa Econômica Federal e Itaú Unibanco Holding SA também participaram do leilão.
“Para Bradesco é uma perda forte”, disse Pedro Galdi, analista da SLW Corretora, em entrevista por telefone de São Paulo.

“Para o Banco do Brasil é uma aquisição importante. Mas pagou mais caro.”
O Bradesco opera o Banco Postal desde 2002, cumprindo contrato que vence em dezembro. A instituição com sede em Osasco desistiu do leilão na 12ª rodada, após apresentar oferta de R$
2,25 bilhões. Atualmente, o Banco Postal tem 6.100 agências, presentes em 95 por cento das cidades brasileiras, segundo a assessoria de imprensa dos Correios.

Interiorização

O Banco do Brasil está apostando na interiorização e a parceria com os Correios é fundamental para seu crescimento, disse Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, a jornalistas hoje em Brasília. Bernardo disse que a presidente Dilma Rousseff “ficou surpresa” com o resultado porque esperava que o Bradesco pudesse cobrir qualquer proposta.
“Esse público de baixa renda é importante para os bancos.
Mais de 93 por cento dos clientes do Banco Postal ganham até três salários mínimos”, disse o ministro. “O Banco Postal tem facilidade de buscar clientes que estão fora dos bancos.”
Além dos R$ 2,3 bilhões, o Banco do Brasil terá que pagar aos Correios R$ 500 milhões pelo valor das agências e R$ 350 milhões por ano pela cobrança de tarifas, segundo o edital do leilão.
“Foi uma surpresa. Achava que o Bradesco tinha mais condições de analisar o negócio e tudo indicava que sairia vencedor”, disse Gustavo Vittorazze Schroden, analista do Banco Espírito Santo de Investimento, em entrevista por telefone de São Paulo. “Pelo fato de ter mais a perder do que a ganhar, a gente achava que fosse levar.”

Após o anúncio do resultado do leilão, as ações do Banco do Brasil reverteram alta e chegaram a cair 2,1 por cento. O mesmo ocorreu com o Bradesco, que recuou até 0,84 por cento. Às 15:44, o Banco do Brasil operava em queda de 1,7 por cento, a R$ 27,82, e o Bradesco estava em baixa de 0,26 por cento, a R$ 30,78.

Fonte: Bloomberg

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