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Onde Investir em agosto 2025: A Resposta (Não Tão Simples) do Mercado

Prezado, leitor este é um artigo especial do onde investir, começando com uma pergunta:

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O que o ator Arnold Schwarzeneger, o campeão mundial de surf Kelly Slater e 4 CMts tem em comum?

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Todos eles palestraram no mesmo dia, Expert XP 2025, o maior evento de investimentos do mundo em São Paulo.O evento, foi palco de 2 painéis de cair o queixo, reunindo quatro grandes nomes que transformaram a forma como o mercado é analisado. No palco, a lenda John Bollinger, criador das famosas Bandas de Bollinger; o estrategista da XP Raphael Figueredo; o campeão mundial de trading Ivan Scherman; e o nosso expert e autor best-seller Flávio Lemos.

 

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John destacou a importância das Bandas de Bollinger na análise tecnica pois elas ajudam o investidor a ter uma probabilidade mais alta de sucesso e garante que seus prejuízos serão muito menores que os ganhos potenciais.Foi um mergulho completo em um dos indicadores mais usados do mundo, abordando sua leitura de volatilidade, aplicações práticas e como adaptar a técnica às condições do mercado atual.

Mas o que realmente roubou a cena foi a história de como Lemos foi inspirado a aprender a programar em Python. ele estava no Congresso de 50 anos da CMT Association, na primeira fila da plateia na palestra de Bollinger, quando John mostrou um slide com uma formula das bandas em Python. Depois da palestra, Lemos perguntou à John, como ele tinha aprendido a programar em Python e a resposta foi impagável  “-Flávio, só perguntar ao Chat GPT”. O público se divertiu com a tirada, que mostrou a todos a importância de se adaptar às novas tecnologias.

Se quiser assistir clique aqui: https://www.youtube.com/live/62iLZdfKRzI?t=17375s

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A conversa, que também contou com a mediação do excelente estrategista de ações da XP, Raphael Figueredo, explorou as profundezas da análise técnica e as nuances do mercado, como a importância de se utilizar em conjunto análises fundamentalista, técnica e quantitativa aliadas ao gerenciamento de risco e a disciplina.

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Bollinger ainda surpreendeu a plateia ao defender que a análise fundamentalista também pode ser usada para selecionar empresas com forte crescimento de lucros, e só então usar a análise técnica para acertar o timing da entrada e gerenciar o risco. Quando questionado se é possível prever o timing do mercado, ele foi direto: “Acho que sim.” Para ele, a combinação de diferentes escolas de análise, com uma boa gestão de risco, torna isso possível, desafiando a ideia de que ninguém consegue prever os movimentos do mercado.  “Só porque outros falharam em suas tentativas, não significa que não possa ser feito.” Segundo ele, a combinação de diferentes escolas de análise com uma gestão de risco adequada e aplicada torna isso possível. Uma forma clássica de combinação seria usar a análise fundamentalista para peneirar e filtrar o universo de ações. Como por exemplo, procurar por empresas com crescimento dos lucros consistente ao longo dos ultimos anos. Pegamos isso e fazemos uma lista de candidatas e depois utilizaríamos a analise tecnica para descobrir a hora correta de quando iriamos comprá-las ou vende-las, além de monitorar e gerenciar o risco dos portfolios.

 

O Campeão Scherman e a Física do Mercado

Além das valiosas lições de Bollinger, também teve Ivan Scherman, o campeão mundial de trading, revelando seu segredo por trás de sua rentabilidade de 493% em apenas um ano.

Em resposta à pergunta de Flávio Lemos, Ivan usou uma analogia perfeita: “Imagine um cirurgião que opera apenas com base em dados precisos e validados, e não por instinto. Essa é a essência de minha empresa, a SciTech Investments“.

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Ele explicou que sua empresa atua somente diante de padrões estatisticamente validados, e quando um padrão falha, a gestão de risco rigorosa, uma marca de sua metodologia, entra em ação para proteger o capital.

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Ivan também compartilhou a interpretação única de sua empresa sobre o “momentum”. Enquanto a maioria dos traders o vê de forma linear, a SciTech o modela com a precisão da física e da engenharia mecânica, medindo a velocidade, aceleração e trajetória dos preços para decidir a direção de uma operação. É a ciência aplicada de forma brilhante para decifrar os movimentos mais complexos do mercado.

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Lemos ainda deixou uma lição fundamental para todos os traders: “Quando você testa um sistema, você tem que testar quando ele erra e não quando ele acerta.” Um lembrete poderoso de que a resiliência e a robustez de uma estratégia são tão importantes quanto os acertos.Essa tirada sublinha a importância da robustez e da resiliência nas estratégias de investimento.

A Lição do Músico e o Chamado para a Disciplina

Flávio -que é um trombonista amador- então enfatizou a importância da leitura de mercado e da resiliência, comparando: “Ler um gráfico é como ler uma partitura musical, as notas, a melodia e o ritmo mostram padrões que se repetem ao longo do tempo. Se você é um analfabeto musical, você não lê, não entende nem escuta as diversas notas, semínimas, colcheias e nem seu andamento em allegro com pausas. Um músico, porém, consegue ler, encontrar padrões, escutar e ainda cantarolar uma partitura. A leitura gráfica é um processo similar. O analista bem treinado consegue visualizar e antecipar os movimentos do mercado para prontamente dar resposta à oscilação. Por algumas vezes, o analista “escuta” o mercado gritar que vai cair ou subir através de padrões que se repetem. Tenha paciência e treine bastante, não se preocupe se demorar um pouco para ler as informações com precisão.” Bollinger concordou, achando a analogia genial.

O painel foi uma verdadeira aula de insights, experiência e bom humor, deixando a todos inspirados e com a certeza de que a análise técnica — e qualquer outra abordagem analítica — é uma jornada de aprendizado contínuo, disciplina e, claro, um pouco de música.

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E o mercado?

Deixando o evento de lado, julho se foi e deixou para trás uma montanha-russa de emoções… e de perdas! Após um primeiro semestre de festa, com a bolsa brasileira dançando entre os melhores do mundo, julho resolveu colocar um freio brusco na diversão. O Ibovespa caiu 4,2%, o Real desvalorizou 3% (agora em R$ 5,60, nos lembrando daquela fatura do cartão de crédito internacional) e, para piorar, o mercado americano, o S&P 500, continuou na sua vida de luxo, alcançando novas máximas históricas. A gente aqui, tomando pancada, e eles lá, batendo recorde. É a vida!

Mas por que a ressaca? O culpado tem nome e sobrenome: Presidente Trump. Ele, que já tinha nos dado um susto em abril com tarifas de 10%, resolveu apertar o botão do “caos” e, no dia 9 de julho, subiu a alíquota para 50%! A cereja do bolo foi a justificativa: um tweet (ou seria um post numa nova rede social?) acusando o Brasil de ter superávit comercial (o que não é verdade) e de perseguir politicamente o ex-presidente Bolsonaro. A reação do nosso governo foi, digamos, “eleitoral”, e a diplomacia… bem, ela tirou férias. O resultado? R$ 12,5 bilhões em saídas de capital estrangeiro. É, o investidor gringo não perdoa.

No meio desse turbilhão, o que sobrou para o investidor brasileiro? Aquele velho amigo, o setor de commodities, que funciona como um escudo contra o Real fraco e a política de juros alta do Banco Central, que, aliás, manteve a taxa Selic em 15%, garantindo que a renda fixa continue sendo a rainha do baile por um bom tempo. Enquanto isso, na gringa, o Fed está de olho nos dados de emprego, mantendo o dólar firme e forte. É como se eles estivessem na sala de observação, enquanto a gente está no ringue.

A Vaca foi para o Brejo ou Dá para Salvar o Leite?

Então, a pergunta que não quer calar: o segundo semestre vai ser uma repetição do vexame de julho? A performance “meia-boca” dos ativos brasileiros sugere um cenário mais desafiador. Economistas esperam que o PIB trimestral desacelere e que a inflação volte a dar as caras no último trimestre. As contas públicas também não estão em sua melhor fase, com o déficit podendo saltar para 9% do PIB em dezembro. E para completar o cenário de terror, a política interna promete mais barulho com o julgamento do ex-presidente e as indefinições eleitorais. É a tempestade perfeita, com direito a raios e trovões.

Já a seara política não deve dar alívio algum a esse ambiente. O julgamento do ex-presidente Bolsonaro pelo STF promete ser envolto em ruído, alavancado agora pela intervenção indireta dos governo dos EUA no caso. Teremos as definições de candidaturas no último trimestre, em um ambiente de possível fragmentação de forças políticas na direita brasileira. E finalmente, parece provável que o pior momento da avaliação do Governo tenha ficado para trás e que as várias ações de marketing eleitoral antecipado resultem em uma recuperação adicional de sua avaliação positiva. Esses fatos apontam para uma corrida presidencial competitiva e maior indefinição do pleito eleitoral do ano que vem, o que pede maior prêmio de risco dos ativos locais.

Em resumo, agosto chegou e a gente tem uma lição de casa: ser cauteloso. A gente tá numa situação complexa, com o dólar firme lá fora, os juros altos aqui dentro, e o risco fiscal e político nos assombrando. Mas calma, nem tudo está perdido! Talvez uma postura mais “expansionista” do Fed lá nos próximos meses ajude a gente a respirar. Mas até lá, o jeito é se preparar para a volatilidade e ficar de olho nas oportunidades que a turbulência pode trazer. Afinal, em tempos de crise, sempre tem um jeitinho de fazer um bom negócio, não é mesmo? E se não tiver, pelo menos temos histórias engraçadas para contar.

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