O início de 2025 trouxe um bom desempenho para as Gigantes da Tecnologia (Big Techs), impulsionado principalmente pelo avanço da Inteligência Artificial (IA).
Os resultados das Big Techs foram majoritariamente positivos no primeiro trimestre de 2025, ainda com forte impulso proveniente da frente de inteligência artificial. Agora, o mercado segue atento à evolução de fatores como: (i) liquidez e fluxos; (ii) dólar; (iii) tarifas e controle de exportações e (iv) tributação e regulação.

Apesar dos bons resultados iniciais, 2025 tem sido um ano de altos e baixos para as Big Techs. Elas enfrentaram um cenário de grande instabilidade, com a economia global incerta, políticas governamentais imprevisíveis e a continuidade da guerra comercial com a China.

Por dois anos, os investidores favoreceram as ações dessas empresas, levando seus valores a níveis muito altos. Contudo, essa tendência mudou, e o capital começou a sair das bolsas de valores americanas, o que impactou negativamente o preço das ações das Big Techs.

Resiliência e Reflexão sobre a IA

Mesmo com as turbulências, os resultados do primeiro trimestre mostraram a força e a capacidade de adaptação dessas companhias. A Inteligência Artificial continuou sendo um motor de crescimento fundamental. No entanto, tanto o mercado quanto as próprias empresas estão reavaliando a velocidade dos investimentos em IA, ponderando se o retorno desses aportes virá no ritmo esperado.

Contudo, nem tudo são flores no jardim do Tio Sam. A política fiscal americana voltou a ser tema de conversas nos cafés da Faria Lima global, com um novo pacote de estímulos fiscais gerando certo burburinho e elevando as taxas dos Treasuries de longo prazo. É o mercado lembrando que não existe almoço – nem estímulo – grátis.

Tudo que reluz é ouro?

O investimento em ouro +16,27% no ano, tem demonstrado um desempenho robusto em 2025, atuando como um “porto seguro” para investidores em meio a um cenário global de incertezas econômicas e tensões geopolíticas. Fatores como a inflação persistente, o receio de recessão em algumas economias importantes, e a demanda crescente por parte de bancos centrais (especialmente da China e outros países buscando diversificar suas reservas e reduzir a dependência do dólar) têm impulsionado a cotação do metal precioso a novos recordes. Essa valorização se deve à sua característica de reserva de valor e proteção contra a desvalorização de moedas, atraindo capital em momentos de aversão ao risco.

Em contrapartida, o Bitcoin, +3,11% no ano, apesar de ser uma criptomoeda que muitos apontam como “ouro digital” por sua escassez programada, tem apresentado maior volatilidade neste ano. Enquanto o ouro se beneficia da busca por estabilidade, o Bitcoin tem sido mais suscetível a flutuações, mesmo tendo tido valorizações significativas em outros períodos. Embora tenha demonstrado recuperação em alguns momentos, no primeiro trimestre de 2025, o Bitcoin ficou na lanterna dos investimentos, mostrando que, para investidores em busca de menor risco e maior previsibilidade em tempos turbulentos, o ouro ainda se destaca como a escolha preferencial devido à sua história milenar como ativo de proteção e menor sensibilidade a movimentos especulativos de curto prazo.

E no Brasil?