“Às vezes, seus melhores investimentos são aqueles que você não faz.
O que separa os vencedores dos perdedores é como uma pessoa reage a cada nova reviravolta do destino.” Donald Trump
Onde investir em abril 2025: O jeito Trump de fazer negócios
Prezado leitor,
Este mês a Trader Brasil faz 24 anos e temos um mega presente para os alunos: 50% off em todos os cursos somente esta semana até o dia 4/04/2025.
Recentemente vi o filme na Amazon Prime, O Aprendiz (2024), que mostra como Donald Trump aprendeu- as melhores e piores- lições do mundo com seu mentor e advogado Roy Cohn.
As 3 regras de Roy Cohn são: sempre atacar, negar tudo e sempre reivindicar a vitória.
Os três primeiros meses da “segunda temporada” de Trump na Casa Branca foram tipo um filme de terror para os investidores do mundo todo.
Então para tentar entender o jeito de pensar e de negociar de Donald J. Trump, temos que entender de onde ele veio primeiro. Afinal ele não nasceu ontem!
A saga começa com o vovô fazendo uma grana esperta vendendo “kit sobrevivência” na corrida do ouro canadense (quem diria que picaretas e barracas dariam tanto futuro?). Mas quem botou a mão na massa mesmo foi o pai, Fred, o “Henry Ford do tijolo”, que aproveitou uns “incentivinhos” do governo pra construir um monte de casinha e fazer a família Trump botar o pé na argamassa do sucesso.
Aí entra em cena o nosso Donny, que trocou o Queens pela “high society” de Manhattan. O cara não era de brincadeira: pegou um hotel caindo aos pedaços e, na base da lábia (e de uns bons acordos fiscais de 40 anos com a prefeitura, nada mal!), transformou no Hyatt Grand Central, um “must-see” da cidade. Pronto, Trump virou o “rei do pedaço” imobiliário.
Nos anos 80, ele ergueu a Trump Tower, um monumento ao “mais é mais” com loja da Gucci e cobertura presidencial particular. O ego do rapaz inflou junto com o preço do metro quadrado, e ele começou a diversificar os negócios como quem coleciona figurinha: cassino gigante (quebrou recordes de tamanho e de dívida), companhia aérea (que nunca decolou no lucro), hotel icônico (comprado a preço de ouro). Tudo isso, claro, turbinado a empréstimos bancários que dariam inveja a qualquer país emergente.
Só que a festa acabou quando a bolha imobiliária estourou, e o Trump ficou devendo até a alma pra uns 72 bancos. A Trump Organization quase virou pó, mas Trump negociou com a galera toda, vendendo a imagem de “gênio incompreendido” pra não perder o topete e os arranha-céus.
Nos anos 2000, ele virou estrela de reality show, faturou uma grana preta e botou o nome Trump em tudo que é tranqueira: bife, jogo de tabuleiro, vodca, universidade (essa rendeu umas boas polêmicas), revista… Quase nada deu certo, mas o império imobiliário segurou as pontas.
E aí, em 2015, Trump trocou o martelo pelo microfone e a política nunca mais foi a mesma. Hoje, com uma fortuna estimada em bilhões, ele mostra que falir faz parte do aprendizado (se você tiver uns bons contatos e souber usar a mídia a seu favor!).
Paralelo com a Negociação Tarifária de Trump:
A trajetória de Trump nos negócios espelha muito a forma como ele negocia as tarifas americanas:
- O “Deal Maker” Arrojado: Assim como pegou um hotel decadente e fez um negócio bilionário, Trump aborda as tarifas com a mentalidade de um grande negócio. Ele busca acordos ambiciosos, com o objetivo de obter vantagens significativas para os EUA, mesmo que isso signifique correr riscos e gerar controvérsia.
- A Tática da Pressão e do “Walk Away”: Nos seus negócios, Trump não tinha medo de se endividar e, quando a situação apertava, negociava agressivamente com os credores, muitas vezes ameaçando a falência para conseguir melhores termos. De forma similar, nas negociações tarifárias, ele usa a ameaça de tarifas elevadas como moeda de troca, disposto a “abandonar a mesa” se não conseguir o que quer.
- A Importância da Imagem e da Narrativa: Mesmo durante suas crises financeiras, Trump soube usar a mídia para construir e manter a imagem de um homem de negócios bem-sucedido. Da mesma forma, na política comercial, ele vende a narrativa de que as tarifas são necessárias para proteger os empregos americanos e tornar o país “grande novamente”, moldando a opinião pública a seu favor.
- A Busca por “Vitórias” (Mesmo que Questionáveis): Assim como em seus empreendimentos, onde o nome “Trump” era o objetivo final, nas tarifas, o foco parece ser em declarar “vitórias” e mostrar que outros países estão cedendo às demandas americanas, mesmo que os resultados econômicos a longo prazo sejam incertos.
- A Volatilidade e o Imprevisível: A carreira de Trump nos negócios foi marcada por altos e baixos, com momentos de grande sucesso seguidos por quase falências. Da mesma forma, sua política tarifária é caracterizada pela imprevisibilidade, com anúncios repentinos e mudanças de rumo que deixam os parceiros comerciais em alerta constante.
Em suma, a forma como Trump negocia tarifas reflete sua biografia de empresário: audacioso, estratégico, focado na imagem e disposto a correr riscos para alcançar seus objetivos, mesmo que o caminho seja turbulento e cheio de reviravoltas.
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É pra botar no outdoor: “Enquanto uns choram, outros compram lenço… e ações brasileiras!”.
Imagine a cena: a maior economia do planeta dando um chega pra lá nos parceiros comerciais com tarifas pra todo lado, querendo dar pitaco nas brigas da Europa e do Oriente Médio, e ainda botando pra quebrar com os “inimigos” (alô, Irã!). Era pra todo mundo sair correndo pras colinas financeiras!
Só que aí a história dá uma pirueta digna de novela das nove: enquanto o mundo tremia nas bases, adivinha quem resolveu brilhar?
Nossa querida bolsa brasileira! Sim, meus amigos, no meio desse furacão, alguns setores daqui viraram os queridinhos dos investidores, principalmente aqueles que dançam conforme a música dos juros. Pra coroar a façanha, o Ibovespa, nosso termômetro da B3, teve seu melhor trimestre em um ano +8,29% no trimestre . Quem diria que no meio do apocalipse econômico made in USA, o Brasil ia dar um show? Quem tem mostrado algum apetite pelas ações brasileiras são os investidores estrangeiros. Eles são a maior engrenagem do nosso mercado de renda variável, responsáveis por cerca de 56% de todas as operações na nossa bolsa.
Foram dois ingredientes principais nessa receita de sucesso (ou quase isso, né?):
Primeiro, e esse parece ser o tempero mais fraquinho agora, é a galera do mercado financeiro já pensando nas eleições de 2026 e o que vai rolar por aqui. Tipo assim: “Hummm, quem será que vai sentar na cadeira? Será que a economia vai pra lá ou pra cá?”. É uma futurologia financeira, uma bola de cristal turbinada a cafeína!
Mas o prato principal dessa festa é outro: alguns investidores resolveram dar um “até logo” para os países mais desenvolvidos e botar a grana pra girar nos emergentes. É tipo trocar um jantar chique e caro por um churrasquinho animado e com mais chances de dar um “boom” de sabor (e de lucro, quem sabe!).
E não pensa que o Brasil tá sozinho nessa balada dos emergentes, viu? Se a gente der um zoom out e comparar o Ibovespa com os “hermanos” mexicanos, os “conquistadores” chilenos e até com os “dragões” chineses, a gente vê que tá todo mundo mais ou menos no mesmo barco, pegando essa onda de grana estrangeira. É como se os investidores tivessem feito um “tour” pelos emergentes e pensado: “Hmmmm, aqui parece que a coisa tá mais animada!”.
Então, resumindo a ópera: um tantinho de olho no futuro político e um montão de gringo trocando de “crush” financeiro. Essa foi a receita do “sucesso” do nosso Ibovespa nesse começo de ano turbulento. Será que essa lua de mel com os emergentes vai durar? Só o tempo (e as próximas crises globais) dirão!
Ao longo do mês de março, o mercado diminuiu a expectativa de juros, entendendo que o Banco Central vai amenizar a alta da taxa, o que favorece setores com maior nível de endividamento ou que se favorecem quando os juros são menores, aqueles atrelados a crédito, como imobiliário, consumo e financeiro.
Entre a atratividade das ações brasileiras e a crise provocada por Trump, o ouro foi o segundo ativo com melhor rentabilidade em março (7,3%) e no primeiro trimestre (10,75%). A questão comercial do Trump pode fazer com que a inflação americana continue alta e já há uma perspectiva de que a economia dos Estados Unidos vá crescer menos, o que poderia forçar o banco central americano a cortar juros e esse movimento reduz a atratividade do título público americano, que é um dos ativos mais seguros do mundo, aumentando a do ouro, o “porto seguro”.
Os piores investimentos no primeiro trimestre foram o Bitcoin com -19,49% , o Nasdaq -8,25% e o dólar -7,27%.
Trump joga a toalha (ou seria uma tarifa?) no ringue do comércio global! Preparem seus bolsos (e talvez uns lenços)!
No dia 2 de abril, que não é pegadinha de primeiro de abril atrasada, a turma do “Make America Great Again” promete um “Liberation Day” tarifário. Parece nome de filme de super-herói, mas a única coisa que vai voar alto são os preços, meu amigo! A ideia central é a tal da “tarifa recíproca”. Pra bom entendedor, meia palavra basta: se você me cobra X, eu te cobro X também. Só que a gente sabe como essa galera gosta de um “algo a mais”, né?
A alegação é que os EUA são bonzinhos demais, com tarifas mais leves que pluma de ganso, enquanto o resto do mundo pesa a mão. Só que a brincadeira pode ficar séria se eles resolverem implicar com o nosso querido IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Imagina só: os caras olham para o IVA europeu, que isenta exportação e taxa importação, e pensam: “Hummm, safadinhos!”. Se essa birra pegar, a “reciprocidade” pode vir com uma mordida de uns 20% nas tarifas. É pra botar qualquer um pra correr pro abraço (do concorrente mais barato)!
E não para por aí! Parece que vai ter um “quem é quem” do comércio mundial.
Três categorias: os “amigos” (que devem receber um tapinha nas costas, talvez com uma tarifa mais suave), os “competidores” (que vão sentir umas alfinetadas) e os “rivais” (esses, preparem o colete à prova de imposto!). Dizem por aí que alguns países ainda podem escapar da taxação total se fizerem as pazes com Tio Sam antes do fatídico 2 de abril. China, México e Canadá já sentiram o gostinho, com aço, alumínio e carros ficando mais salgados.
O grande suspense é o tamanho do estrago. Se essa história de compensar o IVA vingar, o crescimento mundial pode ir pro buraco, e alguns especialistas já estão até sussurrando a palavra com “R”: recessão nos EUA. Ui, que medo! Mas Trump, sempre ele, joga um balde de água fria (ou seria de otimismo?) dizendo que os mercados vão ter uma “surpresa positiva”. Será que ele vai dar um desconto pra geral? Aguardemos as cenas dos próximos capítulos!
Nosso palpite é que as tarifas vão vir, sim, mas sem essa loucura de mexer no IVA. Acreditamos que setores como remédios, chips e máquinas industriais vão entrar na mira, com cada país recebendo uma taxação diferente, dependendo de quão “amigo”, “competidor” ou “rival” ele é considerado.
Fiquem ligados! Essa novela tarifária promete mexer com os preços de tudo e com as decisões dos nossos BCs (Bancos Centrais). Preparem a pipoca (e a carteira)!





