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Prezado leitor,

Lave suas mãos. Ignore os mercados. Não toque no seu rosto. E não toque em suas ações boas. Mas esse é um conselho difícil de seguir…

Hoje é um artigo muito especial. A Trader Brasil Escola de Finanças & Negócios faz 19 anos hoje. Em virtude de tudo que estamos vivendo, ao invés de celebrar, faremos uma grande reflexão de como sobrevivemos e chegamos até aqui. Gostaria de agradecer a todos alunos, clientes e principalmente a nossa Equipe, porque não seria possível sem o trabalho e cooperação de todos.

Voce pode me ver e/ou ouvir aqui:

A vida é uma contínua sucessão de oportunidades para sobreviver. Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças. Quem não souber sobreviver aos maus tempos, não vai ver os bons.

O mundo vai voltar a normalidade algum dia, mas é provável que mude muito. O que importa tanto nas finanças como na saúde é como agiremos neste meio-tempo.

Os investidores são pessoas, não robôs, e as pessoas podem ser influenciadas por emoções como medo ou excitação. E no mundo dos investimentos, isso pode ser um grande problema.

É bem conhecida a lenda da criação do jogo de xadrez.

Radha-Krishna_chess

Conta-se que na Índia, um rajá hindu estava inconsolável com a morte do seu filho na guerra. Estabeleceu-se, então, uma competição entre seus súditos, para ver quem poderia trazer um pouco de alegria para o rajá. Surgiu, então, um camponês humilde, que havia inventado o jogo de xadrez.

O rajá ficou maravilhado com o jogo, e prometeu ao camponês o que ele quisesse
como recompensa. Do fundo de sua humildade, o pobre camponês pediu algo simples um grão de trigo na primeira casa do tabuleiro, dobrando progressivamente a quantidade a cada nova casa:

  1. um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro de xadrez,
  2. dois grãos pela segunda casa,
  3. quatro grãos pela terceira,
  4. oito grãos pela quarta casa, e
  5. assim por diante, até a 64ª casa do tabuleiro.

O rajá ficou surpreso com a humildade do pedido, e insistiu para que o camponês pedisse algo mais valioso. O camponês, no entanto,não mudou de ideia e insistiu com seu pedido. O rajá, então, acedeu, e chamou o matemático oficial do reino para calcular o montante de arroz que devia ao camponês como pagamento. O matemático fez as contas, e chegou à conclusão que a quantidade de grãos de arroz era equivalente a uma montanha que, tendo como base a cidade real, teria a altura do Himalaia. O rajá, perplexo, obviamente disse que não tinha como pagar aquela dívida e, impressionado pela inteligência e argúcia do camponês, nomeou-o como primeiro-vizir.

O número de grãos de arroz pedido pelo camponês é equivalente a 2 ^ 64 (2 elevado a 64 ) equivalente a aproximadamente 470 bilhões de toneladas de arroz, ou mais de 500 anos da produção corrente mundial do cereal.

Esta lenda descreve bem a dificuldade que temos de lidar com grandezas exponenciais.

O contágio de qualquer epidemia segue exatamente esta regra, e se não é controlada logo de início, atinge números desproporcionalmente altos, muito mais altos do que o senso comum anteciparia.

O grande problema da epidemia do Covid-19 não é tanto a sua taxa de letalidade, mas a velocidade de sua propagação exponencial, o que transforma mesmo percentuais baixos de letalidade em números suficientemente grandes para colapsar até os mais bem preparados sistemas de saúde, como vimos no norte da Itália.

Em relação ao cenário prospectivo, será crucial avaliar a eficácia da estratégia de isolamento social na contenção do alastramento do coronavírus para então termos alguma visibilidade quando, e em que magnitude, uma recuperação da atividade global acontecerá.

É compreensível o empresário querer voltar a trabalhar para honrar suas contas e não ter que demitir seus funcionários? Sim!

É compreensível as pessoas quererem ficar em casa para protegerem seus entes queridos do vírus? Sim!

Não existe uma escolha fácil de nenhum lado. Já me peguei mudando de opinião umas 52 vezes. Você vê reportagens de empresas demitindo centenas de funcionários e pensa, meu Deus temos que voltar a trabalhar. Aí em seguida você vê uma reportagem sobre a Itália e pensa, meu Deus temos que nos trancar até 2021.

As autoridades mundiais agiram de forma rápida e agressiva a este novo cenário, provendo estímulos monetários e fiscais.

Algumas características dessa crise merecem atenção especial:

  1.  Não tem precedentes na história, tanto por sua abrangência global e praticamente simultânea, como pelo efeito nos mercados em todo mundo;
  2.  É uma crise de saúde pública e não teve seu início em desbalanceamentos econômicos;
  3. Surgiu em um momento de leniência em relação a muitos riscos financeiros;
  4.  Aconteceu depois de um crescente fluxo de investimentos para fundos passivos e estratégias sistemáticas nos últimos anos;
  5.  Diferente de outras crises financeiras, desde o início essa teve impacto real na vida de grande parte da população, tanto pela necessidade de mobilização para o lockdown, como por aspectos psicológicos em relação ao risco para a saúde

Além disso em março teve o colapso no preço do petróleo- de US$60 até US$20- ocasionado pelo choque de demanda, e também de oferta: pela guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia, adicionou incerteza ao cenário e trouxe preocupações para a indústria de energia.

Isso tudo gerou uma forte aversão a risco por parte dos agentes e grande disfuncionalidade dos mercados globais.

Tendo em vista o caráter desinflacionário deste choque, que deve levar o IPCA para um nível inferior ao piso da meta de inflação fixada pelo CMN, o Banco Central deverá prosseguir afrouxando a política monetária para auxiliar o combate à crise.

Tudo se resume a quanto tempo essa crise perdurará.

A variável-chave a ser monitorada é a estabilização e o início da queda de novos casos na Europa e EUA.

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Grandes nomes como: Warren Buffet, Ray Dalio, Howard Marks, Jim Simons, todos estão perdendo dinheiro neste momento, mas é passageiro e não muda a qualidade destes gestores.

Por que o mercado financeiro demorou a ver a crise?

Eu me pergunto isso. Será que eu não vi? O mercado foi reagindo conforme as coisas foram piorando, e não se antecipou a isso. Há uma série de fatores que ajudam a explicar o comportamento errático do mercado nessa crise, quando comparada a quedas anteriores.

O primeiro é a taxa de juros em mínimas históricas, que parecia não deixar escapatória ao investidor.

Outro fato foi que acreditamos que no calor e umidade a contaminação seria menor. Não foi. A China, Singapura e Hong Kong resolveram o problemas deles em um mês  parando e testando o país e com a população usando máscara ativamente e isso ajudou a parar o vírus.

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O terceiro fator foi o otimismo do investidor com a boa fase das empresas brasileiras que pegou a maior parte  voltando do feriado de carnaval com seguidos circuit breakers — o que impediu os investidores de tomarem decisões sobre a venda de seus ativos.

Muitas pessoas então seguraram seus papéis, com medo de vender na baixa e Alguns gestores até reabriram os fundos. É certo que a carência de 30 dias na maioria dos fundos de ações e multimercados é um fator inibidor e de muita incerteza.

A nossa posição sobre isso é que, na história da humanidade, a única coisa que destrói permanentemente são guerras – até porque você precisa reconstruir tudo e isso leva tempo. Nas outras crises, as empresas boas que sobreviveram, perderam valor e depois voltaram. Mas depois desta crise, dificilmente o mundo será o mesmo.

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Os negócios que mais foram afetados:

  • Shoppings e lojas de departamentos
  • Turismo
  • Entretenimento
  • Empresas aéreas
  • Construção Civil
  • Estacionamentos
  • Vestuário
  • Serviços

Empresas em  que a atividade aumentou : 

  • Drogarias, Farmácias, supermercados, açougues e padarias
  • Teleconferência via internet
  • Sites adultos e de apostas
  • comércio online
  • loja online de equipamentos fitness
  • Transportadoras/Delivery
  • Agronegócio
  • Consumo elétrico residencial
  • Armas (EUA)

É mais do que hora de zerar posições alavancadas, pouco líquidas e nos setores mais impactados nessa crise.

Estamos observando um cenário de grandes oportunidades a frente, mas precisamos ter mais clareza da duração e intensidade deste movimento para voltarmos a aumentar o risco de forma relevante.

Existem oportunidades em empresas líderes de ótima qualidade, que acreditamos que conseguirão atravessar relativamente bem essa fase.

Além de  algumas assimetrias que enxergamos no Brasil e na bolsa americana (que pode ser capturada via BDRs), com foco no setor de tecnologia, onde caminhamos para uma normalização da volatilidade, e as respostas monetária, fiscal e de gestão da crise serão mais consistentes.

Ainda não superamos de maneira estrutural está crise. Vimos avanços significativos em alguns pilares de sustentação para os mercados tais como: nível de preço e valuations, posição técnica, atuação dos BC´s e pacotes fiscais relevantes.

Contudo, ainda precisamos ter uma melhor visibilidade em que ponto os países ocidentais (EUA, Itália e Espanha, por exemplo) irá “achatar” a curva de contágio do vírus, quando teremos um medicamento ou um protocolo de tratamento e, finalmente, em quanto tempo teremos uma vacina.

Enquanto não tivermos uma visibilidade destes pontos, não teremos certeza do tamanho da quarentena e dos impactos econômicos de toda esta situação. Por isso, vejo vetores de sustentação para reduzir o impacto desta crise, mas ainda vejo bastante volatilidade no curto-prazo.

Apesar dos preços atraentes, existe uma probabilidade de que a Bolsa volte a cair.

Se você não aguentar a nova queda, eu reduziria a posição hoje. Precisa estar em um ponto em que você esteja confortável com o risco. é um teste de suitability, de perfil de risco na prática!

Queda do Ibovespa em 2020 comparada às bolsas mundiais:

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E o gráfico histórico do Ibovespa em dólar:

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Ibovespa em Dólar

Outra citação famosa do Barão de Rothschild  diz:
“Compre quando houver sangue nas ruas. Mesmo que o sangue seja seu.”

LIVRO-ANALISE-TECNICA-3Existem oportunidades?

O fator mais importante para um investimento dar certo ou errado é o preço.

As pessoas devem analisar muito bem se um ativo está valorizado ou não, pois o barato pode sair caro.

Se você é uma dessas pessoas que acha que os preços das ações  estão baixos , em quais setores você espera que liderem o caminho de volta para cima? Provavelmente. você dirá : “os que caíram mais e, portanto, devem voltar mais.” Bem, e se eu te disser que tem sido o oposto?

Os líderes são os mais defensivos: Concessionárias Públicas,  Consumo não durável (como alimentos) e Remédios.

A maneira como vejo é que, quando a gente está em uma crise, parece que ela nunca mais vai acabar.

Walter Deemer disse: “Quando chegar a hora de comprar, você não vai querer“.

Rotação de setores

CASE DE TECNOLOGIA – AMAZON CONTRATA 100.000: A empresa americana Amazon informou em março/2020 que estava aumentando os salários e contratando 100.000 trabalhadores nos Estados Unidos devido à pressão sobre sua força de trabalho causada por um aumento nas compras on-line devido aos temores da disseminação do coronavírus.A demanda é devido a procura em se obter um item prioritário à sua porta, pois as comunidades hoje estão praticando distanciamento social, principalmente para idosos e outras pessoas com problemas de saúde.

Isso sugere rotação para grandes empresas com alto crescimento de receita, inclusive BDRs de ações americanas ao invés de valor e small caps.

Até agora, este é um  clássico salto de gato morto.

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Não há outra maneira de dizer isso. Repiques são usuais em mercado de baixa.
Estou esperando para ver evidências em contrário, qualquer evidência …

Nesse momento, vejo os títulos do Tesouro Americano saindo para novos patamares mais altos de todos os tempos, as ações mais defensivas liderando o salto e os índices que nos deram as melhores dicas que as coisas estavam prestes a entrar em colapso, estão nos dando o mesmo sinal agora.

Há uma boa razão pela qual é tão difícil dizer a diferença entre um salto de gato morto no contexto de um mercado em baixa e um fundo absoluto de mercado. Quando os ativos fazem fundo absoluto, eles tendem a ter fortes ganhos posteriores.  Depois de atingir em março, a mínima  em torno de 62.000 pontos chegamos a voltar até cerca de 79.000. Impressionante, não? Não, mesmo para quem chegou a cair 39% no mês.

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Cerca de 75% das empresas estão sendo negociadas abaixo
das respectivas médias de 2 anos e o Ibovespa se encontra a 1.71 desvio padrão abaixo da média

Mesmo estimando uma forte retração dos resultados da grande maioria das empresas nos próximos trimestres, o desconto parece significativo e, se por um lado sugere que o momento atual embute um alto grau de incerteza, por outro nos parece uma boa
oportunidade de investir aos poucos em bons ativos com boa margem de segurança.

 

BOM SINAL SERÁ QUANDO A VOLATILIDADE BAIXAR

A volatilidade é uma das principais características observadas pelos investidores ao analisar o comportamento de um ativo.

O ìndice VIX-o “Índice do Medo”, que apresenta a intensidade desse fator nas 500 maiores ações negociadas no mercado americano. Por representar variações do mercado financeiro, o índice VIX é um dos principais indicadores acompanhados pelos investidores. Isso porque, da mesma forma que uma ação pode se valorizar rapidamente, também pode perder preço. Quanto maior essa variação, mais alto o risco de uma aplicação.

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Vix de 2020 a 2008

Em toda a história do VIX nós só tivemos 4 pregões em que a máxima do indicador superou a máxima de agora. Todos em 2008.

O VIX mostra a volatilidade anualizada esperada pros próximos 30 dias, correto? Nesse caso, dentro de 30 dias pode entrar uma volatilidade grande. Por causa disso, podemos esperar uma desalavancagem ou liberação de margem pra esperar essa volatilidade chegar.

De maneira resumida, os Hedge Funds estavam vendendo posições até então lucrativas (como Ouro e TÍTULOS DO TESOURO AMERICANO) para pagar margens e saírem de posições negativas, como em renda variável.

Volatilidade de curto prazo do IBrX- Brasil

No Brasil, podemos observar a volatilidade de curto prazo do IBrX,  cerca de 110%, o que só pode ser comparado a outros momentos de grande stress dos mercados.

Cabe destacar que a volatilidade da bolsa brasileira vem caindo nos últimos anos: enquanto a média na década passada era de aproximadamente 30% ao ano, na década atual e, principalmente, nos últimos anos, vinha se mantendo por volta de 20% ao ano, o que torna ainda mais chocante o aumento abrupto da volatilidade.

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volatilidade do IBRx

Se quisermos ser ainda mais dramáticos, as duas piores semanas da história da bolsa (10 pregões) desde o Plano Real foram as que terminaram no dia 17/03, período em que as perdas acumularam 37,6%. Foi exatamente o período em que tivemos seis circuit breakers.

Outro sinal: procura do Respiro dos ativos acima da média móvel de 50 e 200 dias

Estamos à procura de melhorias no respiro, como ações para cima da média de 50 e 200 dias. Até vermos isso, o resultado com maior probabilidade e novas mínimas podem estar chegando para todos os principais índices .

Para mim, continuo olhando para a porcentagem de ações acima da média móvel de 200 dias. 15% é historicamente o nível que estamos procurando. Abaixo de 15%, no passado, foi um momento ruim para ter ações. Veja abaixo:

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Melhor sinal gráfico: Encontrar e Respeitar suporte

A melhor coisa que graficamente pode acontecer, será encontrar e segurar em uma área de suporte gráfico e fazer algum tipo de figura gráfica de reversão primeiro no intraday, depois no diário. Não entendeu? Me pergunta ou leia no meu livro

2020-04-02_04-14-41

Existem dois tipos de reações emocionais que o investidor médio pode experimentar:

Fear of Missing Out (FOMO)

A primeira decisão emocionalmente motivada vem do Medo de perder Oportunidade (MDO) ou em inglês Fear of Missing Out (FOMO). Esses investidores perseguirão ações que parecem estar indo bem, por medo de deixar de ganhar dinheiro. Isso leva a especulações sem levar em consideração uma estratégia de investimento. Os investidores não podem se dar ao luxo de se envolver na “próxima grande mania” ou podem ficar com ações sem valor quando a mania desaparecer.

O FOMO pode levar a decisões especulativas em áreas emergentes que ainda não foram estabelecidas. Um exemplo disso é a recente mania de criptomoeda. Muitos investidores, talvez empolgados com o medo de que seus colegas de trabalho e vizinhos “ficassem ricos rapidamente” e eles não,  perseguiram ações de criptos com modelos de negócios não comprovados. Quando o comportamento racional começou a se reestabelecer e as criptomoedas despencaram, e investidores inexperientes ficaram segurando a peteca.

Medo de Perder Tudo (MDPT) – Fear of Losing Everything (FOLE)

A outra emoção que os investidores frequentemente enfrentam é o Medo de Perder Tudo (MDPT) – Fear of Losing Everything (FOLE). Esta é uma emoção muito mais poderosa . Quando a volatilidade do mercado causa grandes oscilações no mercado de ações, as pessoas podem ficar nervosas, levando-as a marginalizar seus investimentos para evitar uma grande liquidação ou queda do mercado de ações.

Esse comportamento foi mais notável após a crise financeira de 2008. Os investidores retiraram seu dinheiro do mercado de ações como uma reação à liquidação do mercado, e posteriormente deixaram de ganhar com a recuperação do mercado.

E agora?

Se você precisar do dinheiro para comprar uma casa ou pagar uma conta de emergência, não é hora de assumir grandes riscos em seus investimentos agora.

Mas é por isso que os consultores de investimento sugerem vender ações e mudar para coisas como títulos à medida que você se aproxima da aposentadoria ou de uma meta financeira definida; quanto mais velho você fica, menos volatilidade você consegue tolerar.

O ciclo global de notícias de 24 horas e a velocidade com que as informações são divulgadas servem para aumentar a volatilidade do mercado e criar reações exageradas. O foco interminável das organizações de notícias em eventos globais pode contribuir para uma atmosfera inquietante e incerta para muitos.

Hoje as possíveis consequências negativas podem ser ainda mais catastróficas como mais mortes que o esperado, lockdown por mais tempo que o esperado, desemprego gigantesco,  e uma enorme dependência no que os governos fizerem trazendo uma incerteza enorme seja de curto, médio ou longo prazos enquanto estas questões permanecerem.

Você pode achar que ainda não dá mais tempo de jogar na defesa com suas finanças ante aos potenciais possíveis desenvolvimentos negativos. Mas é importante estar pronto para responder a eles, e aproveitar os declínios.

Caso contrário, tente ignorar as notícias financeiras. Tente não fazer nada. E lave as mãos.

Os melhores e piores investimentos de março

investimentos

O dólar, porto seguro nesses momentos de crise e grandes incertezas, foi o único ativo que realmente se valorizou.

Mesmo os ativos menos voláteis, mas que também têm um componente de risco, levaram tombos em março: fundos imobiliários, debêntures e títulos públicos prefixados ou atrelados à inflação.

Até o ouro, outra proteção clássica, amargou uma pequena perda em dólar.

Quem ainda conseguiu algum ganho foi a renda fixa pós fixada (CDI) e  a poupança.

Resgato meus investimentos?

Planeje o que é difícil, enquanto é fácil, faça o que é ótimo enquanto é pequeno. ” – Sun Tzu.

Se a alocação base era 30% em ações e agora virou 5%, se puder, compre mais ações tirando da renda fixa. Quando subir inverta isso.

Para não ter como perder mais dinheiro, você teria que ter comprado um seguro antes.

Seguro é uma operação que reduz ou elimina o risco com a variação de preços indesejados mas o hedge é igual guarda chuva, melhor comprar quando tem sol. Porque quando está chovendo ele fica caro demais. O mesmo acontece com as proteções no mercado, não adianta esperar a queda para procurar defesas para sua carteira.

Calma e seja FRIO.

Você só deve resgatar, se não tiver NENHUMA outra opção possível, e fique sabendo, isso incorrerá em PERDA PERMANENTE DE CAPITAL.

Leve como aprendizado pra vida e conte conosco.

Sempre falamos para sempre possuir caixa ou seja dinheiro com liquidez.

Mas quando a bolsa está em alta, a maioria das pessoas querem aplicar tudo 100% até o talo. A estratégia é deixar 20 a 30% pelo menos em uma aplicação com liquidez D+1 e a cada queda significativa, usar uma parte desse caixa-digamos 5 % por dia, aos poucos.

Como não dá pra acertar o fiofó da mosca. Se for comprar, compre aos poucos. Devagar.

Se você pegar uma faca caindo no chão, você pode acabar ficando sem os dedos.

Uma recuperação que todos sonham, do tipo V é bem difícil (cai e sobe rápido). Normalmente, os preços testam um fundo anterior, como em um W. Pode ser ainda em U ou L, o que demora ainda mais…

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Não se pode aceitar se colocar numa situação de risco que poderá lhe quebrar.

Este não é o momento de frases motivadoras ou da afirmação de que no final tudo fica bem. A hora é de encarar os fatos e compreender de verdade, aquilo que cada um tem condição de suportar em termos de condições econômicas, financeiras e psicológicas.

No tempo, preços convergem para a direção dos lucros. Grande parte do considerado “valor justo” está concentrado nos fluxos de caixa futuros mais distantes, mas o que tem sido provado de maneira inequívoca é que o caminho é formado pelas expectativas ao alcance dos olhos.

***

Você quer minha ajuda para escolher entre tantos investimentos? 

SIM, FLÁVIO GOSTARIA DE  SUA AJUDA PARA ESCOLHER MEUS INVESTIMENTOS. 

Cordial Abraço,

Flávio Lemos,  

Tendo alguma dúvida, é só me falar.

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Onde investir em abril 2020 em home office sem coronavírus
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Lave suas mãos. Ignore os mercados. Não toque no seu rosto. E não toque em suas ações boas. Mas esse é um conselho difícil de seguir... Hoje é um artigo muito especial. A Trader Brasil Escola de Finanças & Negócios faz 19 anos hoje.
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